domingo, 14 de julho de 2013

De boas intenções o inferno anda cheio....

Estão escolhidos os negociadores dos três partidos!

O Presidente Aníbal fez outra vez o que sabe  fazer  melhor : Complicar situações que já por si são demasiado complicadas.

Que as suas intenções  possam  ser as melhores possíveis, já se depreende do próprio título que atribuí a este artigo de opinião. Até aí nada demais. O que é de mais, é que isto já custou mais uma semana e, certamente, irá custar ainda mais outra e talvez mais outras à seguir a esta.  Agora que vivemos todos com o medo das reações dos ditos 'mercados'. Se os juros sobem ou não sobem, ao  Sr. Presidente isto parece  não importar nada.

Exigido o entendimento entre os partidos do arco da governação, descolou-se por fim o Sr. Presidente da República deste governo que vinha mantendo além do possível, assim quer parecer. Deixando enevoada a solução que daria em caso de não entendimento, e tendo colocado na mesa a questão da antecipação das eleições, inteligentemente deixa apreensiva as forças em representação, criando expectativas quanto às conveniências esperadas, acenando e não, para ambos os lados, aos seus legítimos anseios. Inteligência que não tiveram Os Verdes com a sua moção de censura ! Para se poder dizer e acusar a alguém de uma imprevista situação, é mister que esta não fique clarificada. Assim sendo...

Pois agora vão se sentar, consoante a vontade presidencial, os do arco da governação , porém já a escolha dos representantes tudo esclarece, para negociar. Quem pode negociar tão importantes problemas, em tão delicada situação, que não seus atores máximos? Porém houve escolhas, e resultou que o lobo vai discutir com os cordeiros. Pareceria tudo uma comédia se não fosse a real tragédia do povo português, sem tempo, sem dinheiro, sem expectativas e sem mais paciência pra toda esta farsa.

As intensões do presidente Aníbal vão cada vez mais se  esboroando naquela mesma névoa que deixou como ameaçadora situação caso não se entendam, e o não se entender, é a situação esclarecedora da enevoada situação  de constrangimento. É como uma tenebrosa desgarrada ilógica, o que no Brasil chama-se também desfolhada, que é a canção de contradizer. Opondo-se situações de contestação à situações de contestação. E pela escolha do PS já se viu onde tudo isto irá parar.  

Limitando-me em crer que da intensão do presidente Aníbal poderia  advir um pacto, mais que necessário, indispensável  tanto para o imediato, como para o pós-troika.Para o imediato pelo confessado e evidente falhanço das medidas implementadas ao longo destes dois anos em Portugal, bem como a ingente necessidade de se aplicar medidas diversas das de pura austeridade, sem descontentar ou assustar os financiadores desta gravíssima dívida. Para o pós-troika, já que uma vez retirados do estado de 'banca rota', não termina aí nossa ingência e sua necessidade, pois que continuaremos em delicada situação, onde será necessário algum tipo de assistência para não haver nova bancarrota, pois face ao volume da dívida e dos pagamentos contratados e obrigações astonômicas que surgirão neste período logo à seguir o fim do resgate em que nos encontramos,e, posto que sem esta mesma assistência ou possibilidade de recurso, para rolar ou fazer rolar a dívida que permanece, cresce, se agiganta e recebe novas parcelas,corremos o risco de entrarmos em incumprimento, necessitando um segundo resgate e, sabe-se lá quais, medidas de maior austeridade.  

Resulta que consciente disto tudo, o presidente Aníbal faz sua tentativa para prevenir, porém  parece que o acolhimento às sua boas intenções é, relembrando a segunda das cartas, já que já me refri à primeira das quais  originou toda esta situação,de pura dissimulação. Pôr os interesses do país acima de quaisquer outros, parece de que ninguém se irá lembrar. Sendo assim, tudo  se irá ficar pelas boas intenções. E de boas intenções, já sabemos, estar o inferno cheio.

Francisco, Papa II.



Ele vai precisar de muitas orações.

Era uma podridão antiga.... Nunca ninguém tinha tido coragem de meter a mão no assunto, menos ainda quem tinha obrigação de fazê-lo : Seus antecessores. Ele começou a  faxina, limpeza em regra para essa podridão imensa que, de certa forma, atinge ao nosso Deus, já que tudo é feito em Seu Santo Nome.

Oremos por Francisco !

Todos os interesses instalados criam raízes profundas. Por isto é da essência da democracia a mudança. Por isto há eleições periódicas, e, mesmo assim, às vezes, não são suficientes para lutar contra esta terrível desgraça que são os interesses instalados. Porém a Igreja Católica Apostólica Romana não é uma democracia, é um Império, e , como tal, permite oligarquias de difícil renovação. O poder, esta faculdade substantiva atraente e sedutora, costuma fazer o possível, e, às vezes, também o impossível para se perpetuar ativo. É da natureza humana, portanto de sua natureza, já que o poder só existe com um ser humano o exercendo,e, a manutenção do 'status quo', nem que seja por inércia, é sua vertente mais comum. O 'status quo' é, como é óbvio, a soma dos interesses instalados, logo é muito difícil lutar contra isto, mesmo se tendo um poder superior, já que a luta põe em choque, e, às vezes, em cheque, este poder superior, confrontando-o, ou eliminado-o ,como já se viu inúmeras vezes. Até hoje na Igreja Católica todos os que confrontaram os interesses instaladíssimos da Cúria, ou terminaram mortos, ou desistiram, levando a outros a nem começar por temor do fim conhecido, e certo.

Oremos por Francisco !

Será o futuro de Francisco,o Papa, o que tem sido usual e costumeiro? Ou terá Ele, este homem peculiar, capacidades inesperadas e suficientes para vencer a batalha que começou? Sim porque ao começar as investigações do Banco do Vaticano e suas conexões, Francisco deflagrou uma guerra de muitas batalhas, que absolutamente não sabe se vai ganhar. Seu poder é superior? É ! Suas possibilidades são boas? São! Mas quem pode contra um veneno? Quem pode contra um terrorista contratado? Quem pode contra um fanático levado à crer que faz boa obra em matar? Francisco corre sérios riscos, infinitos riscos, mas, como ele mesmo diz, é sempre melhor morrer na estrada. É ! Porém não será solução para a batalha que deve ser vencida,  nem que seja para que haja menos podridão no mundo. Francisco necessita vencer! Nós não podemos fazer mais que orar, lembremo-nos que orar; muitas  vezes  é tudo o que é possível, mas também é tudo o que é necessário !

Oremos por Francisco !

Estou em crer, mais que desejar, que desta vez o Papa vai levar a melhor. Nem que seja aparentemente, para dar ao mundo uma aparência de modificação. É sempre necessário se modificar tudo, para tudo continuar como sempre foi. E é aí que mais temo por Francisco. Isto não o satisfará ! Pelo seu perfil, vai querer saber toda a verdade, vai querer se certificar se realmente o expurgo se realizou. Um Bento XVI, satisfar-se-ia com a aparência de solução, Francisco não! E se a guerra que abriu  é pra valer, só com ajuda do homem lá de cima é que a poderá vencer. Estamos falando da máfia, do tráfico de drogas, do tráfico de armas, do tráfico de pessoas e órgão humanos. Lavagem de dinheiro, milhões e milhões desta orígem imunda. Estamos falando das coisas mais sujas que existem, todas sob a sombra do melhor de todos os guarda-sóis: O Vaticano! É quase inacreditável, mas é assim!

Oremos por Francisco !


Para que possa realizar sua obra, para que possa recompor algo de verdadeiro e caritativo que a Igreja ainda possa realizar, para que neste mundo de misérias e injustiças, as religiões possam ser  vias de misericórdia, é necessário que o supremo corruptor, o dinheiro, seja posto debaixo de ordem, e que possa servir à verdade e aos necessitados de forma positiva, sem desvios ou outras utilizações viciadas e viciosas. Francisco,o Papa, terá de ter forças que não sabemos onde as irá buscar, obliterado pelo o que o rodeia.Sem ajuda divina não alcançará êxito. Nossas orações são necessárias neste momento de confronto.

Oremos por Francisco !

























quinta-feira, 11 de julho de 2013

Alô Brasil... Eis aí: As Empreguetes !

E a irreverência conquistou a circunspecção.

« Levo vida de empreguete, eu pego às sete.»


As melhores de todas as exportações são as imateriais. Por isto as pautas econômicas apreciam tanto o turismo, Espanha que o diga. Entretanto a melhor de todas é a das histórias e idiosincrasias de um povo. Exportam suas histórias,impoem-se culturalmente, afirmam sua nacionalidade e ainda por cima são pagos por isto. Hollywood é o exemplo rematado disto. E o auge de sua carreira foi atingido com o western-macarroni ou far west espaguetti, que transformou a cinecittá numa imensa Alabama, clonando os mausões do oeste americano, suas histórias, seus bandidos e mocinhos e até seus índios. Quando uma cultura tem a força e o sucesso para ser imitada, nada mais lhe falta.

«Todo dia acordo cedo, moro longe do emprego.»

" O povo não é bobo, abaixo a rede Globo." Gritavam na rua em manifestações e reuniões partidárias,em muitas das quais participei, porque sendo de esquerda comungava com seu ideário, porém quando chegava este 'slogan', contra a rede Globo, parecia-me mal. Eu, a expressão rematada do patriota, achava que o que a rede Globo fazia, mesmo com Dr. Roberto Marinho dando suporte à ditadura, era algo bom, muito bom, para o Brasil em todos os sentidos. Não podia concordar, não gritava a frase, mas era-me impossível convencer quem quer que fosse, de meu grupo, destas minhas idéias. Passou-se o tempo, tive ainda de chorar em plena Pequim ao ver a Lucélia Santos idolatrada como Escrava Isaura, e olha que fazer negócios da China é muito difícil.

«Queria ver a madame aqui no meu lugar, eu ia rir de me acabar.»

São muitos os sucessos mundias que o folhetim brasileiro conquistou, como os dos romances de Jorge Amado folhetinizados, cujo maior sucesso foi Gabriela, a que cheirava à cravo e tinha a cor da canela, passando por inúmeros outros e seguidos por outras redes de televisão brasileiras que, como a Globo, lançaram-se pro mundo. Atualmente, entre outros sucessos, conta-se esta idealização, multiplicada por três, da história da Gata borralheira, para quem preferir a versão italiana, ou a de Cinderela, Cendrillon, para quem preferir a versão francesa, recuperada por Charles Perault em 1697.

«Fim de semana é salto alto,e ver o que vai dar.»

Passam-se os anos, o cinema brasileiro conquista mundo, passamos a ser uma opção neste universo hollywoodiano, muito difícil conquista. E a rede Globo continua sua tragetória de exportação do folhetim brasileiro por excelência, como empresa na busca do lucro, mas como embaixatriz difundindo a cultura de meu país, o que deve a nós todos orgulhar. Até que em nove de Julho de 2013,na Nazaré,vila pescatória da Estremadura portuguesa,onde ocorem umas ondas gigantescas que um dos melhores surfistas do mundo, Garret McNamara,escolheu como as mais fantásticas para surfar e onde agora vem dando aulas de surf, nesta praia,quando, ao retornar a esta típica vila portuguesa, onde as suas mulheres,muito conhecidas pela faina do mar, ainda se vestem à antiga, com as roupas escuras e os toucados característicos, guardando tradições mouras medievais,uma equipe de reportagem vai documentar o conhecido surfista, e pergunta às senhoras da vila se o conhecem. Elas reconhecem-no, e festejam-no merecidamente, pois tem divulgado, e muito, sua vila, dançando para ele.

«Um dia compro apartamento e viro socialaite...»

Todas vestidas à caráter como costumam estar, três senhoras começam a cantar e a dançar em homenagem ao surfista, nada mais, nada menos que a música das empreguetes, Maria brasileira. E lá vão as Senhoras da Nazaré cheias de charme: "Somos as Marias que sonhamos": Marias sem vergonhas, Marias sensuais, três estrelas da Nazaré,recolhendo na força da língua, da criatividade, da universalidade do sentimento, esta canção. Marias verdadeiras da Nazaré(Tudo que você quizer elas fazem mais.) no Oeste de Portugal, clamando uma verdade maior : Que quando se tem força criativa nada nos pode deter.

P.S. Sempre haverá o tolo que registrará a ocorrência como uma aculturação das valorosas senhoras da Nazaré, guardiãs das tradições portuguesas. O único possível comentário é que é sempre melhor sermos aculturados no nosso idioma, que passar o dia a ouvir música em inglês em 'todas' as rádios de Portugal. Se ao menos fosse música brasileira...era em português.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Irrevogável 'upgrade' II,


Foi Paulo Portas no seu melhor.


Os que pensam que eu admiro ou concordo com as idéias do dr.Paulo Portas, enganam-se. Apenas tenho perfeita noção de suas capacidades e por isto tenho de reconhecê-las com a sua mister competência, aliás magnificada por flutuar num mar de incompetências.

Isto posto, tivemos a ocasião de vê-lo, como já referi, no seu melhor. Vejamos: Foi à Assembléia da República e com o ar mais cândido e descontraído do mundo, foi entrando.
Quando chegou à sala da comissão em que devia pronunciar-se sobre a autorização que negou (Como ministro dos negócios estrangeiros demissionário, que ainda o é.)ao avião do presidente da Bolívia para aterrar em Lisboa, ao entrar dirigi-se diretamente ao líder parlamentar do PCP, dr. Bernardino Soares, e o cumprimenta com sorriso largo.O homem fica tão embasbacado que até se levanta para o cumprimentar melhor. Ato contínuo cai em si e volta atrás sentando-se. Depois são as séries de respostas onde brinca com os interlocutores (Interrogadores)que ante sua pose de ministro de Estado, de estadista, ou sei lá de mais o que, rendem-se completamente à situação, só muito mais tarde uma deputada do PCP vindo a lhe fazer a incontornável pergunta sob a sua demissão, à qual também não responde com grande à vontade. Mas ninguém teve a coragem de lhe chamar demissinário( Já todos o viam como vice-primeiro -ministro.) Com as oposições a como que aceitarem o que ainda irá ser sancionado pelo presidente. É incrível. Em terra de cegos quem tem um olho é rei! E o dr. Paulo Portas tem dois e bem abertos.

Depois analisemos o episódio da ida à Presidência da República ao apresentar-se como presidente do CDS-PP, onde ao sair os líderes partidários fazem declarações querendo, todos, sem excessão, deixar uma mensagem a influênciar o presidente neste ou naquele sentido, ele foi o mais neutro e respeitável à figura do presidente Anibal. Sabendo bem o velho brocado que afirma não se dever cutucar onça com vara curta.

Assim tivemos um dia à Paulo Portas. Sugiro que se vão acostumando : Vão haver muitos dias assim. Quero também comentar a atitude do dr. Passo Coelho desde o princípio da coligação, há dois anos, que, sabedor do que passaram outros líderes do PSD em coligação com o CDS, quiz, desde o princípio, por uma linha que demarcasse bem o espaço do dr. Paulo Portas, como à querer dizer: « Você não vai fazer comigo o que fez com os outros.» Pois não! Fez muito pior!

Com aquela pseudo-calma-alegre que sabe expressar como ninguém, pôs-se a dizer as coisas que lhe convinha, sem fugir às responsabilidades do cargo, expondo nas entrelinhas ou nas omissões de resposta e comentários paralelos, tudo o que e como queria dizer. Não há quem lhe faça frente na Assembléia da República. É assim uma força política que conhece como ninguém o uso do vernáculo, não deixando-se encurralar. Por estas boas razões e pela capacidade de torcer e destorcer as situações a seu bel prazer, vai cada dia mais se tornando verdade, muitas vezes, as afirmações que fazem sobre ele e o seu contrário, sem que nada lhe fuja no sentido das possibilidades. O que lhe dá o título de mais hábil político português da atualidade.

Tenho pena que assim seja.

sábado, 6 de julho de 2013

Portugal e o futuro, e não é título de livro...




O Irrevogável 'upgrade'.

Começo por parabenizar o dr. Portas por ter conseguido tudo o que queria - e queria desde criancinha.


Desenganem-se aqueles que acreditam que o dr.Portas faz alguma coisa contra a sua vontade e imaginam que aquela cara feia que demonstrou na comunicação em que esteve ao lado do primeiro-ministro, enquanto este comunicava o acordo a que tinham chegado o PSD e o CDS, representava alguma coisa além de cansaço e/ou fastio, a encobrir o fastígio.

Como havia previsto no texto anterior,o dr.Portas havia de voltar como Salvador da Pátria e, nesta condição, conseguiria atingir as metas que tem traçadas para seu futuro político. Porque Salvador da Pátria? Porque como todos irão ver, vai haver uma mudança diametral nas políticas do governo,a negociação com a troika vai se dar, as metas vão ser relaxadas e vai começar uma ação de retomada do desenvolvimento econômico com medidas inusitadas nesta área, com iniciativas múltiplas da ação governativa e com um surpreendente novo horizonte, inclusive no otimismo. Tudo sob batuta do dr.Portas. Ou eu muito me engano, ou se irá viver uma reviravolta 'inesperada' para aqueles que desconhecem as capacidades econômicas de Portugal e dos Portugueses. (Como ainda para aqueles que desconhecem a inteligência como única fonte de mudança em tudo que existe-E não subestimem a inteligência do dr. Portas.- Eu por não apreciar o homem e seu estilo, não lhe deixo de reconhecer as qualidades intelectuais.) Veremos muita gente boa engolir um lago inteiro de batráquios por má avaliação política, à começar pelo primeiro-ministro.

O esforço que veremos ser feito, a ação imensa que se dará, o arsenal de medidas que vão ser desplotadas, vai levar a uma revolução na economia portuguesa, que só não serão exitosas, se a inveja não der espaço e roer a corda,aliás rota corda, que sustem tudo isto que esta únido, quando na verdade está separado.

O que se passa, e da meneira como disse, parece primeiro que o presidente da república não tem nada à dizer. Tem. De fato tem. É como os maridos em muitas casas com mulheres decididas. Têm sempre a última palavra : «Sim Senhora.» É como agirá Cavaco. E parece também que isto será um êxito. Não será. Não pode ser após dois anos de destruição sistemática da economia. Mas vai ser um alento. E qualquer um que der um alento a este povo moído e espezinhado: Será o Salvador da Pátria.

Sabendo de muitas outras coisas que não são do domínio público, temo um pouco pelo futuro de Portugal.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Por enquanto .....

mais uma semana perdida!


De dois a nove de julho, vai uma semana entre estas duas terças-feiras que demarcam os extremos da indesição presidencial portuguesa. Após a demissão do dr. Paulo Portas de ministro de Estado e da expectável saída de seu partido'unipessoal', o CDS-PP, junto com ele, alterando o quadro da governabiidade do país. Minimamente esperávamos todos soluções rápidas para repor um quadro de estabilidade política, ou a ante-visão deste. Nada disto. Vão se reconciliar, sem o dr.PP, com o dr.P.Portas. Não vão se reconciliar. Vai-se formar um novo governo, com novas figuras. Não se vai formar um novo governo, vai-se remendar este. Vai-se para eleições antecipadas. Não se vai para eleições antecipadas. Vai-se formar um governo de iniciativa presidencial. Não se vai para este governo. Tudo é possível! O que não é possível, nem desejável, é esta perda de tempo com prazos a correr e juros de milhões de euros a pagarem-se todos os dias. Isto somado à instabilidade dos mercados e aos prejuizos que esta proporciona, o prejuizo total já é de vários milhares de milhões( bilhões) com esta brincadeira.

A estúpidez que tudo isto revela é abissal. Tendo-se em conta que vai resultar em nada, demorando um pouco mais ou um pouco menos, tanto faz. O que não faz indiferença é o valor da fatura que esta brincadeira ocasiona e que será de milhares de milhões de euros,ou seja dígitos percentuais inteiros do PIB português, para somarem-se à dívida já de per sí impagável como está negociada, e que, hipotecando o futuro do país, compromete por muito tempo as esperanças de progresso, emprego, desenvolvimento, estas coisinhas que fazem toda a diferença entre miséria e riqueza para as nações e para as pessoas.Ou seja uma desgraça completa pela birra de dois homens sem postura de Estado.

O primeiro que a passos largos caminha para estar na história como o mais tenebroso primeiro-ministro de Portugal, o segundo que como disse( Leiam no blog:Conclusão do fim do governo português.) pretendeu começar seu período de nojo político, e que com a mágica situação de pertencer a um governo ao qual não mais pertence, se livrar do ônus político advindo desta participação. Pois sendo a face visível de seu partido, tendo se retirado, não importava mais como as coisas iriam ficar. Se saiu-lhe o tiro pela culatra, coisa em que não acredito, não retornando mais à participação governamental, ou retornando,então, como 'Salvador da Pátria'. Posição que o seu companheiro de coligação, e principal adversário político, não lhe quererá ceder certamente, e que, não cedendo, não terá mais a naioria que lhe permite fazer os descalabros governativos que fez, e triturar os trabalhadores e seus minguados orçamentos pessoais. Como fica então?

Fica que não fica. Quando o dr.Paulo Portas pôs tudo em cheque, até aparentemente o sentido de Estado de seu partido, teoricamente se colocando em cheque ante este, sabia muito bem o que estava fazendo: Ou volta como 'Savador da Pátria' desdizendo o caráter 'irrevogável' de sua demissão, para voltar para evitar o caos, que sabia provocar, e com um acordo de mudança de política econômica e financeira e com os nomes eficazes para implementá-la, ou não volta coisa nenhuma, e já está. Terá tentado o que lhe dará maior evidência e notoriedade, com a história que contará apos 'ter tentado'.(Inclusive ante seu partido.)

O fato é que tudo isto, por enquanto, faz perder mais uma semana preciosa, e, é claro após a capacidade viperina que demonstrarem(Refiro-me a capacidade que as cobras têm de engolir sapos.)farão perder mais tempo, alargado ou não, tudo dependerá desta mesma capacidade, para, segundo creio,ao final não resultar em nada. E porque? Porque não pode se conciliar o inconciliável. E é inconciliável uma coligação com estes dois líderes como já se viu, ou não viu quem não quiz ver, ou não quer ver, ou não tem olhos de ver, para ficarmos com esta última fórmula, a bíblica, que só admite a visão à quem tem olhos de ver(O que nos confirma implicitamente haver olhos de outra coisa.).

Pra que dizer mais?

terça-feira, 2 de julho de 2013

Conclusão do fim do governo português.

Eu vejo, mas vou demorar uns dias a acreditar em tudo que vejo.

D. Pedro, o quarto deste nome que reinou em Portugal, que é o mesmo Primeiro Imperador do Brasil,fundador da nação brasileira, começou a sua ação de Estado contrariando as Côrtes de Lisboa, que queriam seu retorno a Portugal,afirmando que ficava no Brasil. Este dia passou a ser conhecido como o dia do Fico, era o 9 de Janeiro de 1822. Este dois de Julho de 2013 foi o dia do fico de Pedro Passos Coelho, o ainda primeiro ministro português, que contra a própria realidade manteve-se no cargo. Entre os dois 'ficos' vai a única realidade que faz toda a diferença(ou a unica diferença que faz toda a realidade, como queiram...): a vontade popular! O Fico de D. Pedro era a vontade do povo brasileiro naquelas circnustâncias. O fico de Passos Coelho é uma negação da vontade popular nestas.

É verdade que a sua saída neste momento é a pior coisa para Portugal(Pois deixaria o país sem govermo numa hora má.),no momento em que começa a oitava avaliação da troika, em que se irá preparar o orçamento de Estado,e em que há uma série de gravosas medidas a implementar(O que fará parar o processo de resgate em que o país se encontra.). Entretanto no outro prato da balança está a morte lenta do país através das medidas econômicas de austeridade implantadas. Quem, ademais, escolheu o 'timing' foram os próprios gestores da crise, que não deveriam ter saído neste momento (mas à muito tempo) ou tinham de escolher momento mais oportuno, e agora, jogaram o governo todo nesta situação de impossibilidade. Sim porque o que se passa é impossível, e vai levar Portugal a um novo resgate econômico, que significa mais dinheiro emprestado, mais dívidas para pagar, ou seja hipotecar o futuro ainda mais.( Sempre que há déficite, este é coberto com empréstimos que hipotecam o futuro, e roubam a riqueza do país, transferindo-as para os países que emprestaram o dinheiro - penso que deviam ser presos os governantes que permitem haver déficite.Leiam no blog o texto: Mais ou menos festa.) Como é triste a um país não ter líderes com os quais possa contar.

A razão deste fico, em oposição às razões da saída: Demissão do ministro que há dois anos vinha implementando as medidas de austeridade que, isoladamente, revelaram-se no imenso falhanço que todos reconhecem, agora até mesmo este ministro a quem escrevi uma carta aberta( vejam no blog o texto: Carta aberta ao dr. Vitor Gaspar.) onde disse bem da triste condição do Dr. Vitor Gaspar, e a subsequente demissão do ministro Paulo Portas, que com seu pequeno partido formavam a maioria que sustentava o governo,não sei se numa homenagem a Kafka, por hoje comemorar-se seu centésimo trigésimo aniversário de nascimento, ou por algum'outra razão surrealista,a razão deste fico é, segundo o primeiro ministro,dar continuidade ao governo com a coligação( Inacreditável!) revelando pouco conhecimento do caráter de seu parceiro de coligação, o dr. Paulo Portas. E entre este Paulo e este Portas está um sobrenome ilustre da história de Portugal: Sacadura Cabral, sim, o nome de família do aviador que em 1922 foi ao Brasil na primeira travessia do Atlântico Sul, de quem é bisneto, filho de uma mulher admirável, Helena de seu nome, irmão de meu saudoso Miguel, de quem tive muitas vezes o prazer de disfrutar sua adorável companhia,um tímido de grandes princípios e sonhos. Pois o dr. Paulo é um animal político, mais que tudo, brilhante pelo sangue que carrega, mas só. Seu objetivo primordial é a sobrevivência política. E,bem sabe que deste governo ainda em funções poucos sobreviverão e, assim mesmo, só depois de uma longa regeneração: Ele já começou a sua, abandonando o barco. Pois bem, se o Dr. Passos Coelho ainda pensa que tem condições de governar e manter a coligação sem Paulo Portas, desconhece tudo de tudo. E, mais ainda, não quer entender que o problema está na política e discrédito de seu governo,o que, aliás, neste caso, ambas as coisas, são uma só.

O primeiro ministro impreparado para o cargo que ainda exerce, fez Portugal perder dois anos preciosos. Sem muita noção do trato com os homens, desconhecendo tudo que passava e se passa à sua volta, consentiu que a realidade política atingisse, num crescendo, a situação de ingovernabilidade e desastre social, político, econômico e financeiro em que se encontra. Isto nos leva à outra opção que se apresenta: Um outro menino das jotas( Jotas são as juventudes partidárias em Portugal.)do partido que alterna o poder com o atual. Não sei se será pior a emenda que o soneto. Quem viver verá.