sexta-feira, 7 de maio de 2021

Antes de Glasgow.




Tic-tac...

Glasgow é a COP 26 adiada há um ano, ou seja a 26ª Conferência entre as partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para as alterações climáticas. [Só em eu ter de explicar isso já mostra um enorme perigo, porque denuncia que as pessoas não estão focadas no que lhes vem aí pela frente.]

Que há um problema ambiental, creio que, excepto o imbecil do Trump, ninguém tem mais dúvida, mas sua real dimensão, suas raízes profundas, como o solucionar, e sua urgência (Tic-tac) não é do domínio público, e muito menos da preocupação geral, permitindo atrasos sistemáticos para um problema que mesmo se tudo para o solucionar for feito hoje, já vamos tarde, pis serão necessárias muitas décadas para a Natureza se recompor. E foi preciso uma menina de 12 anos esbofetear os dirigentes mundiais com suas palavras, para que muitos se dessem conta da gravidade do problema. No entanto as medidas tardam, tic-tac, e a falta de conscientização também.  

 

A REAL DIMENSÃO DO PROBLEMA QUE TEMOS PELA FRENTE.

Nos espera uma tarefa que é tão grande que o termo para a adjectivar ainda não foi criado (mais que hercúlea, mais que imensa, mais que enorme) posto que mesmo os modelos de previsão de suas consequências não conseguem antever tudo que se irá passar. Dividamos então o problema em suas vertentes de causa, efeito, e solução:

                                                            1. Degradação ambiental. -causa-

                                                            2. Alteração da inclinação do planeta. -causa-

                                                            3. Crise climática. -efeito-

                                                            4. Fome. -efeito-

                                                            5. Empobrecimento. -efeito- 

                                                            6. Multilateralismo. -solução-

                                                            7. Nova economia. -solução-

E as consideremos cada uma de per si:

1. DEGRADAÇÃO AMBIENTAL.

Viemos destruindo sistematicamente o planeta há séculos, e sua imensa capacidade regeneradora vinha sempre o recuperando de nossas agressões. Em 1802, com uma população de um bilhão de seres, era uma tarefa mais leve para a Natureza se recompor, com o dobro ocorrendo 126 anos depois, já era muito mais difícil porque entretanto havia ocorrido a Revolução Industrial, mas as ainda baixas demandas energéticas e de consumo em geral, mantinha o impacto ambiental ainda baixo. Até que essa população passou a requerer níveis de consumo (entendidos erradamente como qualidade de vida) níveis que, para se realizarem, agridem o ambiente de tal forma que torna impossível sua recuperação em tempo útil, sendo a seguinte agressão realizada antes de que ele possa se ter recuperado da agressão anterior, degradando desse modo irreversível e continuadamente o ambiente, sem que ele se possa regenerar.

O mau hábito de entender como infinito o poder regenerador da Natureza, o que levou aos antigos romanos designarem aos oceanos de cloaca máxima, ou seja, como destino final absoluto de nossas imundícies, com a ideia de que podemos poluir a vontade que tudo se tornará limpo outra vez, foi uma ideia parecida com a da falácia ptlomaica do século II, que vendo a peta diária do Sol a passear pelos céus, e todo o firmamento a mover-se ao redor da Terra, acreditou ser esta o centro de tudo, geocentrismo enganoso, ferindo verdades maiores e transcendentes, que só Copérnico, treze séculos depois, iria repor em verdade, entretanto vivemos um milênio e meio de engano, tic-tac... Os poderes de recuperação do ambiente são limitados, e ultrapassados numa certa medida, tornam-se ineficazes e inoperantes.  

Cometemos atualmente o grande equívoco de acreditarmos estarmos vivendo numa crise climática, quando esta relativa ao clima, é apenas a face mais visível da crise em que estamos mergulhados. Sendo como o passeio diário do Sol no firmamento que enganou toda gente por tanto tempo, posto que a crise que vivemos é muito mais profunda e difícil de resolver. VIVEMOS UMA CRISE AMBIENTAL! Crise exponenciada pela criação de hábitos de consumo, pelo comércio mundial, e por valores retorcidos de uma realidade que o planeta não suporta, e não esqueçamos: NÃO HÁ PLANETA B!


2. ALTERAÇÃO DA INCLINAÇÃO DA TERRA.

Há cada 26.000 anos o eixo do nosso planeta sofre uma alteração em sua inclinação, mudando o lado de sua declividade, o que traz enormes consequências para muitas regiões do globo, uma vez que altera os níveis de insolação, e, consequentemente o clima e suas diversas respostas dos biomas na superfície, criando desertos, onde antes não os havia, e vegetação mais intensa, onde esta era rala (para darmos uma perspectiva geral do que se passa), modificando as coberturas vegetais em muitos pontos, como é bem visível no sul da península ibérica atualmente, que se desertifica. Com essa ocorrência se dando ao mesmo tempo da forte resposta climática ao aquecimento, uma das manifestações da degradação ambiental a qual sujeitamos o planeta, por isso temos o problema aumentado, com forte perspectiva de secas, convulsões entre povos, na luta pelo acesso a água, e teremos fome, e mesmo guerras. VIVEMOS UMA CRISE AMBIENTAL, e temos de resolvê-la aqui com atitudes corretas, pois NÃO HÁ PLANETA B. 


3. CRISE CLIMÁTICA.

Fruto de uma virose mortal, o paciente apresenta uma obstrução nasal que o impede de respirar, tratá-lo com descongestionantes, ou seja, tratar o sintoma, ainda que necessário e muito útil ao paciente, não irá salvar-lhe a vida, porque a ação do vírus em outros órgãos acabará por matá-lo. De mesmo modo estamos encarando (já com muito atraso, tic-tac)  a crise climática como solução para a doença que afeta o planeta, a crise ambiental que inclui: poluição, extinção de espécies, destruição de ecossistemas, enorme pressão no ambiente a nível global, evitando que possa contrabalançar uma destruição com outra que se recupere, gerando aumento exponencial das águas residuais, enorme lançamento de produtos tóxicos e poluentes no ambiente, inclusive imensa quantidade de gases com efeito estufa, que geram a crise climática, a face mais visível do problema.   


4. FOME.

Da combinação trágica das causas da crise ambiental, resultará inevitável fome, uma vez que extensas áreas de cultivo se têm perdido e se irão perder, com a irrigação a ser mais exigente, e novas áreas a serem incorporadas todos os dias, posto que ademais não se determinaram ainda os limites populacionais para a capacidade do planeta, para que estas populações possam ter qualidade de vida com produção e consumo sustentados, com divisões das áreas cultiváveis a cada grupamento populacional, contra essta situação atual que faz crer que sempre haverá lugar para mais um, o que não é verdade. A crise alimentar já começou em muitos países, e as respostas dadas só se apresentam paliativas, sem um projeto global integrado, onde se deve programar as possibilidades e necessidades futuras. VIVEMOS NUM ECOSSISTEMA FECHADO, COM UM LIMITE  DE POSSIBILIDADES ADSTRITAS A SEU TAMANHO.    


5. EMPOBRECIMENTO.

Do impacto destas alterações geomorfológicas, como se dizia antigamente, ou geobiológicas como se diz e se dirá doravante cada vez mais, resulta amplo impacto econômico que modifica toda a relação da criação de riqueza com o ambiente onde esta é criada, transformando intensamente as possibilidades econômicas das diferentes regiões e, consequentemente de suas populações. Teremos empobrecimentos diversos para áreas ricas, algum enrequecimento de zonas pobres, e maior empobrecimento de outras já pobres hoje, se não houver uma interferência a nível global que altere essa perspectiva. Cada vez mais a globalidade, com seus órgãos de expressão, como a ONU, que serão os fóruns de decisão para os problemas e conflitos advindos das  alterações ambientais, com sua visão alargada, e esperamos que estratégica, a atuação global será o caminho de entendimento e ação de todas as nações, o que nos leva ao primeiro ponto da solução, que trato a seguir.


6. MULTILATERALISMO.

Premidas pelas circunstâncias, todas as nações verificam a pouco e pouco, que não há outro caminho, qual não seja, o da cooperação mundial, a que eu espero ampla, geral e irrestrita, e que os articuladores do processo classificam como em rede, tic-tac, plurilateral, tic-tac, de agenda comum, tic-tac, visando alcançar uma Ordem multilateral com regras gerais comuns que, tic-tac, visando remediar o ataque a autonomia de cada país, apesar deste se dar por uma necessidade geral, buscam evitar um confronto derivado do Estado de Emergência, que já afeta a todos, e que, por enquanto, só é visível a nível climático.

Cooperação a nível global significa, entre outras coisas, o fim das guerras, e cabe a pergunta: Como poderá viver o Homem sem guerras? Essas que o tem levado a definir sua História enquanto espécie. (?) Será pedir muito? Ou será um começo de uma Nova Ordem Mundial? Estará a Humanidade preparada para isso?


7. NOVA ECONOMIA.

Além das imposições que a cooperação promoveria, e as que a superação das crise ambiental irá pôr sobre a mesa, uma alteração do projeto e do entendimento da economia nos moldes atuais, bem como de seus instrumentos de trabalho, percepção e valoração atuais, como os dos diversos caminhos operacionais do processo econômico (individualistas e gananciosos caminhos) que geraram ao que chamamos mercados em suas múltiplas vertentes, e os muitos sistemas existentes (não sei qual mais distorcido) realidade através da qual está também se tentando criar a Regulação do Mercado de Emissões de Gases com efeito Estufa, um novo mercado num ambiente contra os mercados, numa realidade que ultrapassa realidades conjunturais ou circunstanciais, exigindo um novo tratamento da realidade que venha a suplantar as visões segmentadas que temos. Seremos capazes de criar uma Nova Economia? A que se quer justa, e que se impõe limpa, para o desejo de ser sustentável. Será uma revolução para a qual não estamos preparado, sendo necessário e suficiente  PARA TANTO, ADOTAR 7 MEDIDAS BÁSICAS:

1. PROIBIÇÃO TOTAL de vendas de qualquer coisa em EMBALAGENS PLÁSTICAS. (Voltar ao vidro, ao cartão, ao papel encerado, ao tecido, ao alumínio, etcetera...)

2. PROIBIÇÃO de QUEIMA DE HIDROCARBONETOS dentro de 15 anos, excessão feita só às aeronaves.

3. Só autorizar o abate de uma árvore com o plantio prévio de duas ou mais da mesma espécie, durante uma década, ou, a partir daí, para sempre de pelo menos uma de mesma espécie.

4. Só poderá levantar voo aeronaves com mais de 90% de sua lotação, não podendo ter prazo para isso.

5. PROIBIÇÃO TOTAL de lançar resíduos de qualquer espécie in natura, sem tratamento prévio, onde quer que seja.

6. OBRIGAÇÃO TOTAL DE RECICLAGEM DE MATERIAIS POR PARTE DAS INDUSTRIAS QUE OS UTILIZE, OU POR UMA SUA ASSOCIADA, na proporção de mais de 70% do material utilizado.

7. PROIBIÇÃO TOTAL de emprego de SUBSTÂNCIAS que demorem mais de uma década no ambiente até que desapareçam (biodegradem-se, e retornem aos solos nos níveis que existem naturalmente nestes, etc...) 


ANTES DE GLASGOW.

Há perspectivas de esperança!  1º- Os EUA voltaram ao Acordo de Paris, o possível acordo conseguido em 2015 na 20ª COP, com uma expectativa de baixarmos grau e meio Celsius da temperatura do planeta para que o futuro do clima possa ser prometedor, 2º a China deixou sua posição de intransigência (Porque se arvorava o direito de poluir, uma vez que os que construíram sua riqueza o fizeram antes e a proíbem agora.) e  3º -juntamente com 74 países abraçou o acordo de Paris, 12/12/20 é um dia para celebrarmos, e 4º- a meta, pouco ambiciosa, é bom que se diga, de total neutralidade carbônica em 2050, e de algo entorno a 50% de diminuição dos níveis atuais, até 2030[a UE 55%, a China 65%, etc...] e 5º- incluamos o Japão, a Coréia do Sul, o Canadá e a África do Sul, entre outros neste grupo, temos então mais de duas centenas de nações no Acordo de Paris, voltadas para terem seus valores de emissão iguais aos da absorção, até a metade deste século, o que paralisaria o crescendo do processo climático, segundo as avaliações climatológicas existentes, mas que levará ainda muitas décadas a se recompor, mas que é afinal alvissareiro, uma vez que se comece por algum ponto.  

                                                Tic-tac - atrasar o relógio.

A circunstância da pandemia demonstrou que rapidamente podem decair as emissões de CO2, visto que caíram 7% em pouco mais de um semestre e que se mantiveram assim por mais uma ano, apreciado a nível global, segundo a OMM, Organização Meteorológica Mundial, o que representa muito pouco nas atuais circunstâncias, mas é um indicativo apreciável. E temos que o World Ressources Institute alerta que para atingir-se a meta desejada em 2050, será necessário acelerar seis vezes a taxa atual de substituição do uso energético por renováveis, ao mesmo tempo que teremos que acelerar em 22 vezes o ritmo de substituição de nossa frota por veículos elétricos, condicionado a PARARMOS A DESFLORESTAÇÃO em todo o planeta. Tic-tac o relógio não para, para viver ou morrer qualquer hora serve: A ESCOLHA É NOSSA!  


terça-feira, 4 de maio de 2021

A tragédia indiana.

 


Nada que eu não tivesse previsto, como pode se ver na crônica De pandemias e pandemónios de 11/3/2020, publicada em A Pátria, onde faço futurologia, raramente o faço, mas era o começo da pandemia e deveríamos prevenir, estranho é que não tivesse mais ninguém atento ao que se iria passar, e que se está passando. Entre outras: A tragédia indiana. (Dói-me ter razão!)

O modo de vida, por alimentarem-se nas ruas, seus ajuntamentos, a conurbação, e a enorme pressão demográfica, são os elementos que evidenciavam que o vírus seria muito mais transmitido, e, consequentemente transmissível na Índia. Só considerando o fator conurbação (os outros poderiam e poderão eventualmente ser alterados), imensos aglomerados humanos em cidades que se entrelaçam, via-se que estavam todos presos na imensa armadilha que é onde vivem. Não tomaram as medidas necessárias para prevenir essa inevitável situação e a fatalidade que daí adviria. Deu no que deu, a Índia contabiliza, e irá contabilizar um número extraordinário de mortes. [No Brasil é só estupidez mesmo! Já são 400.000.]  

O que se está passando na Índia pode vir a ser um fenômeno global dentro em pouco, uma vez que esta pandemia poderá ser fenômeno que se repetirá na crise ambiental, que nos espera logo mais adiante. Sugiro também a leitura da Crônica ENSAIO GERAL (de 18/4/2020), esta no blog O Olho do Ogre, onde fica claro que esses horrores da pandemia pode ser apenas uma colher de chá do enorme e volumoso lago que se irá entornar sobre nós.

Mas a sanha devoradora do SARSCoV2 continuará forte na Índia, onde a incúria do governo, juntamente com o estilo de vida dos indianos, levou a tragédia, a que nem seus 333 milhões de deuses serão capazes de aplacar,  que chamamos de: A tragédia indiana.  

quinta-feira, 29 de abril de 2021

PIOR DO QUE O QUE FEZ, FOI O QUE NÃO FEZ.

 

Que Trump é uma vergonha, uma abjeção, ninguém mais dúvida, excepto muitos milhões de americanos que votaram nele, e ainda não caíram na real (como dizemos no Brasil) Que ele fez muita coisa má, além de mentir sistematicamente para impor uma realidade paralela, todos vimos ao longo dos terríveis anos com aquele imbecil na Casa Branca, e as sucessivas crônicas aqui o provam. 

Entretanto o que não fez é muito mais grave. Dei-me conta com os cem milhões de vacinados que Biden propôs, e já tem 220 milhões, com sua ação como presidente em três meses e dez dias, o que mostra o quanto poderia ter feito este assassino Trump, que nada fez durante ano na presidêmncia, além de explorar politicamente a matéria, usando o vírus para acusar a China. Assassino pois ao não fazer o que devia propiciou a morte de milhões de americanos. Esse é um exemplo do quão danoso pode ser alguém sem princípios, sem cultura, sem intenção e vontade de agir no que é verdadeiramente importante, reservando seu tempo para futilidades, promoção política, negócios escusos e mentiras.


OMISSÃO É CRIME!

Esse outro idiota queria convencer a todos de que a Covid 19 é "um resfriadinho, ou uma gripezinha" e jogou o Brasil num caldeirão de desgraças. É também um assassino porque sua inação levou à morte centenas de milhares de brasileiros, não decretando confinamento, não providenciando vacinas, não decretando medidas de restrição para evitar contágios, e pensando no oposto, em pôr o exército na rua contra os governadores que têm essas medidas de restrição. Deste modo promovendo a infecção. Maldito és Bolsonaro por suas ações e mais ainda por sua omissão.

E com essa gente abjeta no poder estamos expostos a todos os riscos. Vimos mais uns quantos desses miseráveis a desprezarem as medidas necessárias a contenção da pandemia. Porém há muito de inação, de falta de previsão, com medidas que pudessem minimizar a ação do SARS-CoV 2, QUE EVITASSEM MORTES E SOFRIMENTO, como se vê na Índia, medidas para o bem do povo. Essa inação é basicamente impossível de punir, porque a incompetência é difícil de provar, mas nos casos de negacionismo (Bolsonaro e Trump) ou de não atenderem aos conselhos dos cientistas, o que resultou em mortes, podem e devem ser acusado de assassinos, que é o que são, e devem ser levados a tribunal para julgamento, onde serão devidamente condenados por genocídio.

quarta-feira, 28 de abril de 2021

'Ad hominem'


 


Foi afinal condenado o polícia Derek Chauvin.

AGUARDAMOS PARA SABER A PENA.

O seu nome já dizia tudo, chauvin de chauvinismo, que é o interesse exagerado e exclusivo por uma causa, com opinião exacerbada, tendenciosa e agressiva. Qual seria a causa do policial Derek, o "assassino a luz do dia"?  

Os chauvinistas crêem-se patriotas, quando são na verdade racistas, xenófobos, odientos e odiosos, fanáticos, e obsessivos e obcecados. Com seu fanatismo ingênuo pretendem demarcar seu território, como se tudo que não lhes seja igual, seja nocivo, ponto fulcral do racismo e da xenofobia. Ódio ao diferente, rejeição à diversidade.

Como o Nicolas Chauvin, aquele soldado napoleônico considerado herói, cujos atos evoluíram para a conotação negativa do termo a que empresta seu nome, o Derek Chauvin traz à colação a sanha do sentimento originado neste apelido, o ódio racial, a rejeição radical aos contrários (contrários nas ideias deles, devemos frisar), ódio e desprezo às minorias, sobretudo ao que é estrangeiro, diverso do que entende como seu, como 'sua gente'. O povo alemão clivou uma expressão para designar esse sentimento do que seja "sua gente" 'Volksgeist' -espírito do povo, que muito foi evidenciada e aplicada durante o período nazista (Não é preciso dizer mais!)

Esse chauvinismo move-se, e é movido, por sentimentos irracionais. Aquele negro! Aquela negrada! Aquela gentalha, são expressões que trazem um ódio visceral, algo emanado de nossa parte animal, que se o intelecto superior não escoimar da manifestação ilógica que é, prevalecerá sempre o ódio. E na sua manifestação sem sentido, vence o sentimento animal sobre a razão, e nessa falácia absurda, mas bem arquitetada pelo rancor e pela irracionalidade, manifesta-se contra todos que considere exterior a sua causa, fora de seu círculo, de 'sua gente', percepção ad hominem, (por pessoas de mentes retorcidas) expressando-se perigosamente em particularidades ad hominem , vale dizer em todo aquele que simbolize este seu ódio incontrolável. 



quarta-feira, 14 de abril de 2021

O PROBLEMA DAS VARIANTES.




 

Caímos mesmo num caldeirão infernal!


As notícias escondem para não criar alarme, que esse problema do Covid-19 está para durar. Como já havia alertado em vários artigos, onde afirmava que seriam 3 anos no mínimo, e se a eficácia da vacina não incluísse às variantes, então que seriam mais anos nesse suplício, e é o que vai ser.

Apesar de nenhuma agência noticiosa dizer claramente que estamos numa espiral de problemas, porque as vacinas podem não nos proteger contra as variantes, esse assunto já era sabido, e nada disse também para não alarmar, mas com a nova notícia que vem hoje (14/4/21) no Le Figaro, está tudo dito: Um bilhão e meio de doses, o suficiente para vacinar 4 vezes a população da UE. 

Veja as head-lines:

Covid-19 : l'Union européenne négocie avec Pfizer-BioNTech pour commander 1,8 milliard de doses de vaccin contre les variants

O que significa isso? Que são 2 variantes em atenção, ou que a imunidade não será alcançada, o que, no primeiro caso, cada uma exigirá 2 (duas) doses, e no segundo, o da re-vacinação por não ter sido obtida a imunidade nesse atual primeiro ciclo de vacinação. Isso nos leva mais um ano em nova vacinação, pelo menos, depois de terminada essa vacinação em curso, essa que na UE arrasta-se.  E os outros países do mundo terão que fazer o mesmo, porque não se pode deixar nada para trás. Não pode haver uma janela para o vírus, não pode ficar gente por vacinar em algum ponto (país ou região) do planeta. Imaginem vocês o terrível esforço que isto vai demandar [Esforço aliás muito grande para países pobres, com população dispersa, como em África.] e os custos enormes que representam, mais a estagnação da economia resultante de todo processo.

Não tenho nenhuma intenção de ser alarmista, mas temos uma grande guerra pela frente, e analiso o assunto porque logo vão somar 2+2, e todos ficarão a saber desta triste situação (mais um ano de inferno pela frente).   


 

terça-feira, 6 de abril de 2021

O VAZIO DO MEIO.

 




Oca, sem consistência, é a expressão econômica da classe média porque sistematicamente em todos os países do mundo vem perdendo poder de compra, porque vem sendo excluída do processo de retribuição e reconhecimento salarial, sendo remunerada cada vez menos, e, destarte, correspondendo a uma fatia cada vez menor do bolo da riqueza, que se concentra nas mãos das classes superiores.

O fosso aumenta com a ascensão da riqueza das classes superiores, e a concomitante retração das inferiores, aumentando o buraco do meio, onde fica a classe média. Ao mesmo tempo que o número de membros desta classe aumenta, tornando o buraco maior porque concentra no meio, como deve ser, o maior número de participantes da pirâmide social.

Para se ser da classe média os requisitos são ter formação, não necessariamente acadêmica, mas de especialização que o qualifique para serviços com melhor remuneração. Ora cada vez mais essa remuneração aproxima-se dos mínimos pagos em cada país, fazendo por retrair a capacidade econômica dos do meio, gerando o tal vazio a que me refiro. Antes a pirâmide era muito achatada, com quase toda gente fazendo parte de sua base, com um muito pequeno pequeno pináculo onde estavam a nobreza e alguns poucos outros privilegiados. 

Com a 'res' tendo se tornado pública, tendo passado a ser outro o soberano, com a 'coisa' tendo trocado de mãos, e ainda por estes dias comemoramos século e meio da comuna de Paris, evento que demarcou o normal desejo de ascensão das gentes cerca de 80 anos depois de, na sequência da grande revolução do final do século anterior ao da comuna, e suas conquistas, tornarem possível o sonho dos do terceiro estado, que com o Estado nessas novas mãos passa a educar e preparar gerações das classes inferiores, as empurrando para cima, e, com a repartição da riqueza, indo ter um pouco mais do bolo a essas mãos que ascendiam, cultural, e, consequentemente, economicamente.

Tudo mudava, pois criava-se um elevador que pretendia puxar para cima toda gente. Num dado momento a economia neoclássica ponderou e sistematizou que o bolo teria de crescer para poder ser dividido, com um efetivo funcionamento do elevador social, teorizando sobre o que chamou de produtividade marginal do trabalho, a partir de rendimentos marginais crescentes onde sem outros fatores de produção gerava-se um produto extra. Desse modo, com esta nova interpretação, o elevador passou a ter cabineiro, não era mais o cidadão que determinava o andar para onde desejava subir, estava então controlado pela produtividade marginal que permitiria sua ascensão sempre o quanto e quando houvesse produto extra com os mesmos fatores de produção (portanto sendo gerada mais riqueza com os mesmos trabalhadores) o que permitiria melhor remuneração a cada um, o que dava maior margem, mesmo aos das classes inferiores, mas que era mais visível e notório nas classes do meio, porque como eram mais instruídas, eram mais eficientes.

A ganância, as finanças e a falta de poder de pressão política por parte da classe média, vem afastando cada vez mais a riqueza dos bolsos dos do meio, concentrando sempre e mais intensamente a riqueza criada na mão dos de cima, aumentando continuamente o vazio do meio. E outras e novas teorias econômicas surgiram para justificar, estruturar, e explicar essa nova realidade. [Repetidamente, com o "Primeiro é preciso fazer crescer o bolo para o poder dividir", peroravam.]

Sem justiça social, ou seja sem o efetivo uso daquele elevador, não apenas cultural e tecnicamente, gerando gente mais qualificada sem que seus salários acompanhem sua efetiva maior capacidade (fator de maior produção), ou seja, sem o reflexo absoluto na remuneração de todos ( e real repartição da riqueza) fará com que o oco se torne tão maior e vasto que acabará por rachar a pirâmide. A história da humanidade depois da efetiva organização das classes na sociedade moderna tem sido a da constante luta dos trabalhadores por melhores salários por qe sentirem cada vez mais excluídos de uma riqueza que toca a poucos, uma vez que não há um sistema automático consistente de repartição desta riqueza criada entre os diferentes fatores de produção. Existindo somente estruturas tênues que tocam ao de leve na questão. 

domingo, 4 de abril de 2021

Da maldade semeada.

 

                                                                       A pequenina maldade que desnorteia um, só um, com sua                                                                               falsidade, com sua mentira, com seu gesto, é tão absoluta                                                                               como todo o mal deste mundo.


Nos ensina o ocultismo que não devemos nunca evocar as sombras, a escuridão, porque estas arrastam consigo a capacidade de infiltrarem-se na realidade fazendo prevalecer a obscuridade no lugar da Luz, perturbando definitivamente o equilíbrio de tudo quanto há, espalhando as trevas e roubando-nos a perspectiva alvissareira das coisas, portanto sendo maldade apenas. Uma evocação muito intensa desta maldade nos traz o anti-Cristo.

 O Bem que o saber pentateuco afirma e do qual Saulo tanto cuidava, são as luzes que expulsam as trevas, é a remição do Mal, a busca do esclarecimento e da verdade, João 8:32, a mentira é uma prisão, e todo trânsito na escuridão semeia apenas maldade, toda ignorância convoca as trevas, e toda má intenção evoca a miséria humana, posto que tudo que é pequeno, mesquinho, desprezível, abjeto, é cultura do Mal e torrente de desgraça, que, consequentemente, só o espalha e dissemina.

O Mal uma vez espalhado cuida de se multiplicar, transformando terra boa em terra má com sua multiplicação, desnaturando-a, porque toda semeadura tem esse efeito multiplicador, como sabemos. Por isso temos sempre de "combater o bom combate" e evitar sua propagação.

Pergunto quanto vai custar para o planeta se livrar do tão disseminado mal do Covid 19? E do mal do sr. Trump? Esse requintado veneno que intoxicou meio mundo, e que deixou em sua semeadura raizes da desgraça que para serem ultrapassadas vamos ter de lutar muito. E quantas vidas ceifará? Dentro dos EEUU envolveu metade das pessoas, na proporção de como sói ser o mundo, metade bom, metade mau, metade esquerda, metade direita, metade luz, metade trevas. No resto do mundo a desarmonia que espalhou, joga nações umas contra as outras, liberou forças que temiam vir a campo, como a Rússia do homem da KGB, que actuou fortemente interferindo onde nunca antes ousara, desde o processo eleitoral americano, até ao equilíbrio atómico. Quanta desgraça semeada. [Eu vi desde sempre sua carga de malignidade, e alertei, leiam o artigo: Trump um psicopata perigoso.] Mas eu não sou ninguém, e o seu mal se dispersou, encontrando terreno fértil onde se instalar uma vez semeado, e vai portanto produzindo mais mal, porque nada de bom (do Bem) poderá daí advir. É como a caixa de Pandora, uma vez aberta e liberta sua malignidade, não mais se consegue por outra vez dentro dela, uma vez liberada, nada da maldade que foi liberta.

Esta áspide venenosa, esta criatura das trevas empurrou o mundo para um tenebroso abismo, em que só não caímos porque veio o coronavirus, e este psicopata não teve a oportunidade de completar a desgraça, mas pensa voltar, e devemos estar atentos, todos, porque nossa energia conta. 

A maioria das pessoas não se dá conta das nuvens que se adensam bem a sua frente, e deixam-se colher na tempestade. Ainda que esta não desabe logo, arrebanhando com sua ação os milhões expostos a sua sanha, as inundações que cria faz por produzir uma realidade nova, maligno fruto da semeadura que provocou, consequência da nossa falta de cuidado. No caso de Trump, a falta de cuidado foi, mais nitidamente, dos próceres do Partido Republicano, que deixaram-se dominar pela energia maligna do homem que foi eleito presidente em sua legenda. Quem não tem, ou não tiver, consciência da maldade semeada, perder-se-á nela, por isso temos todos que "Combater o bom combate" e não só guardar a Fé, como ao mesmo tempo como "guerreiros da luz" temos de ARRANCAR O MAL PELA RAIZ.     

SAÚDE E FORÇA A BIDEN! FORÇA MUITA FORÇA A GUTERRES! LUZ A FRANCISCO! CORAGEM A LULA! RESISTÊNCIA E CONSCIÊNCIA AOS POVOS, para que as trevas não prevaleçam.