terça-feira, 1 de junho de 2021

ANTOLÓGICAS 6.

O passado é sempre presente O presente às vezes O futuro nunca. Nunca evoque o ausente Não retenha os jaezes Nunca esqueça o que trunca O passado é sempre presente O presente às vezes O futuro nunca. Antológicas página 8.

segunda-feira, 31 de maio de 2021

Sua Alteza Real Suprema - uma fábula.

      Do brasão de armas de CoV II.
                          Quase imperceptível, ataca inesperadamente, e é muito venenoso.          






A luta contra SARS é uma luta no tempo!
Se lhes dermos tempo ele poderá arranjar um filho a quem passar o ceptro!

Sua Alteza é má, impiedosa, sem sentimentos, ou mata ou aleija todos aqueles em quem toca. Sua Alteza Real tem péssimas intenções para com as pessoas, as derruba, as subjuga, as põe de joelhos ante seu poder, tenebroso poder.

Tendo começado seu império, hoje mundial, numa pequena floresta no centro da China entre os rios Yangtzé e Han, impunha sua autoridade Suprema aos poucos habitantes da floresta, mas logo formou exércitos e partiu a conquista.

Sua Alteza Real Suprema tem intenções malignas, seu principal objetivo é trazer para suas hostes todos aqueles com quem cruza em seu caminho, transformando cada um num seu agente, que, atendendo a seus intentos vá aliciar todas as pessoas que possa para as vir incluir no grupo dos aliados de SARS, pois que com uma sucessão de movimentos rápidos e invisíveis, foi envolvendo milhões e mais milhões (Note-se que essa sua invisibilidade dava-lhe enorme vantagem.). Em poucos meses havia conquistado o mundo, levando a que todos andassem fardados por sua causa, com mascarados por todo lado, sem se tocarem, amedrontados, e os que se opunham ao seu poder andavam todos ainda mais temerosos de que ele os atingisse ou às suas famílias. Pois matava aos milhões, danava, asfixiava, e enlouquecia um em cada cinco dos que tocava. Tempos de terror! Todos tinham medo uns dos outros. Fez de todos nós assassinos. Ninguém estava descansado, não sabiam se o amigo, se o irmão, não era um agente do Rei CoVeiro Segundo, esse tenebroso rei conquistador, que comanda exércitos incontáveis de seus clones, foi espalhando a morte por todo o lado. O único que se podia fazer era trancar-se em casa, mas quando menos se esperava os agentes do rei lá estavam tentando dominar ou matar o recluso. Os governos não sabiam o que fazer, e qualquer descuido no front dava imenso avanço às hostes de SARS, surgindo milhares de novos dominados por Sua Alteza Real Suprema, todos apavorados trancavam as pessoas em casa, as cidades ficaram desertas com tudo, ou quase tudo, do que funcionava antes, totalmente parado, ou encerrado. A aviação foi logo toda desmantelada a nível mundial, mantendo suas aeronaves todas no chão. E SARS, a sigla de sua forma de tratamento, como HRH em Inglaterra, só que insistia no Suprema, e usava os meios mais insidiosos para atingir a toda gente, infiltrando-se nos transportes, nos ajuntamentos, nas festas, nas reuniões, e vivemos meses e meses de terror, alguns mentiam que tinham a arma contra ele, tudo falso, até que veio uma nova arma para atacar os exércitos de Sua Alteza Real Suprema. Mas ela reagiu logo tornando-se mais ágil, asfixiava e matava, aleijava, enlouquecia, milhões, e ainda em muitos outros deixava o seu malfeito para a vida, também roubando-lhes muitos anos com a desgraça que já tinha realizado, se o pobre houvesse sobrevivido.

As nações aceleraram a pesquisa para uma arma que pudesse combater as hostes de SARS, e conseguiram em tempo record, mas a reação de SARS foi também rápida e eficaz, com o atacante estabelecendo sub-grupos em muitos países, como a Inglaterra, a África do Sul, o Brasil, agentes com capacidades muito maiores, que combinavam evoluções de muitas fases, os subgrupos a que chamam estirpes, atacando a seguir nos diversos países para onde logo se transferiam, formando lá novas hostes de seguidores, que multiplicavam-se como magia, invisivelmente, e sempre em maior número, apesar de entrementes irem morrendo muitos, pois matava várias dezenas de milhares todas as semanas. Variava também de público alvo, passando dos velhos às crianças, e atmbém passando pelos adolescentes. E todos viviam a incerteza e o medo de que a arma não funcionasse contra suas novas manifestações, variantes ainda mais malévolas de sua maldade, ou, mesmo se fizesse efeito por tempo limitado, o que se verificou, variando de pessoa para pessoa, tivessem que cntinuar a luta. E com a arma encontrada, não conseguiam produzir munição suficiente e com a rapidez mister para reagir aos ataques de Sua Alteza Real Suprema Coveiro 2º. E os países viraram se uns contra os outros para obterem primeiro mais munição para si, enquanto muitos outros que haviam contratualizado seu fornecimento ficavam para trás. Foi uma verdadeira guerra para ver quem conseguia mais e primeiro. E iam limpando tudo, nunca tudo foi tudo tão exaustivamente limpo.

Enquanto isso Coveiro 2º seguia torturando as pessoas, matando milhões, pondo amigo contra amigo, vizinho contra vizinho, fazendo toda gente desconfiar uns dos outros, e não satisfeito com o   ritmo de sua ação devastadora, arranjou novos grupos de agentes mais ativos, que envolviam mais gente, e os transformava logo também em seus agentes, uns secretos, como espiões, que faziam a sua atuação às escondidas, bem como outros agiam à vista de todos, imiscuindo-se nas diversas franjas no meio das populações, em todos os países, infiltrando-se de modo a arrebanhar o maior número possível de pessoas. E quando elas descuidavam, a ação dos agentes as dominavam, escravizando-as, sujeitando-as a sua influência danosa. Foi tão violenta sua ação, que muitos deram em doidos, outros entraram em estado de negação, e a ação dos que se bandeavam para o lado de Sua Alteza Real tornou-se a notícia dominante ao longo de anos, contabilizando-se aos milhões o número dos que se bandearam, como também os dos mortos, e os dos que foram para os hospitais, com maiores ou menores problemas, para serem tratados pelos grupos da resistência que se formaram para fazer frente a ação danosa das hostes de Sua Alteza, que actuavam em diferentes frentes ao mesmo tempo, tendo desafiado ao mundo inteiro, espalhando sua guerra sem quartel. Mas sempre houve países governados por ignorantes sem noção, e a que nível, que permitiram com suas ações, desvalorizando, não reagindo, etc... que SARS, o Coveiro, se espalhasse muito, cruzando suas estirpes de modo a produzir filhos/agentes mais assassinos ainda que ele, matando milhares todos os dias. 

Coveiro segundo deixava-se tratar simplesmente por Cov, abreviação de seu nome Coveiro , que assim como seu avô o Coveiro Idêntico, e seu pai Cov 1º, Cov 2º sempre todos usaram simplificações de seus nomes, bem como assim para toda sua prole, do avô Coveiro Idêntico, Cov id, como o tratavam, ele, Cov 2º, já era o 19, o décimo nono sucessor, e ascendeu ao trono no ano de 2019, por isso tratavam a seu reinado pela sigla Cov-id 19.  


Em estado de contingência, em estado de calamidade, em estado de emergência... os diversos países tentaram isolar a propagação que SARS promovia, porém a única coisa que funcionava, que era por as pessoas em casa trancadas, destruía as economias, espalhava a miséria e o desemprego, criava desespero em muitos dos confinados. E foram vagas sucessivas nos diversos países, quando continham uma vaga, SARS logo arranjava meio de atacar e começava outra. Quando as populações pensavam que o risco tinha passado, ele voltava em força, muitas vezes através de mutações de seus agentes, a que chamam variantes. Muitos governantes apoiaram SARS-Cov 2, e foram afastados pela população de seus países. Foi como uma praga que se alastrou, como o nazismo que teve apoiantes em muitos países aos quais atacava ou dominava.

Sua Alteza Real Suprema por fim divulgou o seguinte édito, onde diz que de nada adiantariam suas armas, porque ele, o Rei Supremo, Sua Alteza Real Suprema, como se intitulava, os iria atacar mesmo assim:


                                                       EDITO REAL SUPREMO

                                    A todos quantos lerem esse meu edito real supremo informo que os irei continuar atacando, sem trégua, sem quartel, e já disponho de novas hordas de agentes, de muitos tipos, graças ao meu aliado brasileiro que me ajudou a criá-las, muitas, variadas, com hordas de agentes, todos preparados, alguns com nova e muito aumentada eficácia, que pode ser 20, 40, 80 vezes mais perigosos que os meus anteriores agentes, e estão todos espalhados pelas vossas cidades, pelos vossos lares, pelas vossas casas, desde a mais pequena e recôndita, até aos grandes centros urbanos, e sem que vocês saibam ou se dêem conta, atrairei para o meu campo vossos filhos, vossos pais, vossas esposas e colegas de trabalho, vossos vizinhos e amigos, ninguém poderá estar descansado de quem é contra vos e a meu favor, qualquer um pode ser, e daqueles que pensam que é por vos, que podem não ser. 

E quanto a vossa arma, já a irei neutralizar, com outros dos meus comandos. Todos aqueles a quem administreis essa medicina, defendendo-os de minha ação, não estarão defendidos, porque já criei outra variante de meus agentes, com um novo tipo de proteína que ultrapassa a vossa arma, e que irá arrebanhar muitos outros milhões para as minhas hostes.

Quando menos esperarem estarei dentro de vós, de vossas casas, vos derrubarei, e contra a vossa vontade vos farei vir prestar vassalagem a mim.



                   assinado:          SARS-CoV II 


E reservava muita desgraça para o futuro, porque se ele não ganhasse, pretendia que seu herdeiro SARS-COv III, viesse terminar o trabalho de sua guerra contra a Humanidade. 

Lhes conto uma tragédia, que ninguém sabe quando, ou mesmo se irá acabar.

quinta-feira, 27 de maio de 2021

Antológicas 5.

De ser como é. Ya sea como. Feliz canta la niña La paloma arullo triste El sabia con canto alegre Cada uno es como existe! Es destino que ya ténia Y lo que cada cual persiste? ...................................oooooooOOOOOO0o0OOOOOooooooooo..................................................... Pour être comme il est. La bonne fille hereux chante. . . Les reccoulements des colombes tristes, La grive chante déjà gaie. Et ça est sort? Ou ça c’est le chagrin? Chacun est comme là-bas! Et fuit... Mais ce sera fado, sera le destin Qu’est-ce que chacun poursuit? .................................ooooooooOOOOO0o0OOOOoooooooo........................................................... Condição de ser. O passado é sempre presente O presente às vezes O futuro nunca Nunca evoques o ausente Não retenhas os jaezes Nunca esqueças o que trunca O passado é sempre presente O presente às vezes O futuro nunca.

quarta-feira, 26 de maio de 2021

CADEIA PARA TRUMP.

"REPORT: PROSECUTORS ARE GETTING CLOSER TO CRIMINALLY CHARGING DONALD TRUMP" "A grand jury has been convened to hear evidence against the ex-president." Seguimos aguardando a acusação e a mister condenação.
Do Vanity fair; "Americans have trouble agreeing on most things, but one matter that’s brought millions of people together of late is the shared fantasy of seeing Donald Trump actually suffer consequences for the first time in his life and live out his twilight years in prison, deprived of creature comforts like Diet Coke, bronzer, and a cell phone on which to call into Fox News—contraband Eric or Don Jr. would have to smuggle in on visiting day hidden in their ass cheeks. (And let’s be honest, they’d shove that flip phone up their orifices in a heartbeat, probably fighting over which one of them got to do with honors.) At this point, though, despite four (4!) separate criminal investigations into Trump senior, we don’t actually know if he will go to prison—but it‘s a prospect that just got more likely." "Vance’s investigation is expansive, according to people familiar with the probe and public disclosures made during related litigation. His investigators are scrutinizing Trump’s business practices before he was president, including whether the value of specific properties in the Trump Organization’s real estate portfolio were manipulated in a way that defrauded banks and insurance companies, and if any tax benefits were obtained illegally through unscrupulous asset valuation. The district attorney also is examining the compensation provided to top Trump Organization executives, people familiar with the matter have said.... Vance’s criminal investigation began in 2018, after [former Trump attorney Michael] Cohen pleaded guilty to charges stemming from the hush-money payoffs, made in the last days of the 2016 campaign to women who said they had affairs with Trump years earlier—claims the former president denies. Vance’s investigation soon expanded, as the district attorney sought to examine millions of pages of Trump’s tax records. Separately, New York Attorney General Letitia James (D) began a civil investigation of the Trump Organization in 2019 prompted by Cohen’s testimony to Congress, where he said Trump had misled lenders and taxing authorities with manipulated valuations of his assets. Asset values were inflated at times when the company was seeking favorable loan interest rates and were deflated to reduce tax liability, Cohen has alleged. He has been interviewed extensively by Vance’s team, which has added a decorated former federal prosecutor, Mark F. Pomerantz, to help with the Trump case." O lugar desste canalha é na cadeia!!!

terça-feira, 25 de maio de 2021

"A COMUNIDADE INVISÍVEL"

 

"Tapir, jabuti, liana, salamandra

Ali alaúde, piau, ururau, aqui ataúde..."

            das Querelas do Brasil, de Maurício Tapajós e Aldir Blanc - 1978.


Essas quatro décadas que vão desde este longínquo 1978, até hoje, baldado, tenho tentado acordar o Brasil. Entretanto as palavras do Aldir continuam cortantes: " O Brasil não conhece o Brasil                                                                                                                            O Brasil nunca foi ao Brasil..." E muito mais fortes, quando dizem: " O Brasil não merece o Brasil                                                                                                                             O  Brasil está matando o Brasil..." E cada vez mais isso é verdade!


E porque é assim? A resposta é muito simples: O Brasil não conhece seu lugar no mundo, ainda não entendeu qual a porção que lhe cabe nesse mundo, e onde está seu verdadeiro valor e poder. Não entendeu que sua pujança deve ser convertida em meios de produção para criar riqueza para todos, e não desperdiçada no luxo pretensioso de uns poucos, ou em prédios forrados a granito, e sim aplicada para que reprodutivamente a riqueza crie mais riqueza, e que o povo brasileiro em seu conjunto possa reger seu destino. Entretanto para que isso aconteça é mister 'o Brasil conhecer o Brasil', o Brasil ir ao Brasil, e mais que tudo merecer o Brasil! A orquestra desafinada segue a tocar insana, desafinando cada vez mais, atropelando-se sempre mais intensamente. Despropositada euforia de poder e grandeza, desde sempre sem se dar conta que sem uma base que reconheça a diversidade de seus músicos, e que os integre todos, não é nada, não é orquestra, é um bando de gente junta, não é nação, é apenas mais um país.

Graves questões suscitam essa realidade torta, e a primeira e mais contundente delas, é a não aceitação de sua grandeza identitária, essa que nos converte a todos numa só coisa, como os legumes na sopa, todos juntos no caldo é algo importante, nutriente - a sopa - individualizados sabe a pouco, rende pouco, vale pouco.

E é esta questão fundamental que faz toda a diferença! Identidade, lhe adimitamos o plural como quer o Dr. Cristian Góes em sua louvável visão traçada na continuação da sua tese de doutoramento, que editada sob o título que atribuí a esse artigo, traz uma visão lúcida do Brasil, revelando o que faz o Brasil capenga, "o desprezo brasileiro da lusofonia", a falta de convicção de que seus valores podem conquistar o mundo, porque sua legitimidade reside na assumpção de sua identidade, essa identidade que é negra, trigueira, criola, índia, ruiva, cafuza, cariboca, mameluca, loura, cabocla, cabra, mulata, bastarda, e ademais lusitana, nesta língua que falamos, rica e bela, rude e plural, forte e pujante, legado maior que só quando tomada em sua totalidade mestiça, poderá nos dar nossa identidade plena, sem amputações ou exclusões. Poderá fazer-nos ver que o menininho de nariz chato do outro lado do vidro do restaurante, assim como o flanelinha pardo no sinal de trânsito, são tão irmãos nosso como o menino prodígio louro na orquestra de câmara, bem como o pós-graduando da melhor universidade brasileira, seja qual for sua cor. E o fio que tece essa irmandade é nossa língua, com seus meneios e traquejos, seus passes, suas voltas e volteios, com essa sua mágica fusca, morena, lusa, e cabocla, que é o nosso imenso legado, este que, quando for acalentado, dominará o mundo, esse mundo de meu Deus, assim como se deu com a música de "Jobim Akarore *, Jobim açu" como o quiz Aldir em sua "Querela", esta querela com a qual precisamos de acabar, para tornar visível a comunidade que somos, sem "desprezos", sem rejeições, sem equívocos ou medos, e sem que valorizemos o que não é nosso em detrimento do que é, para que nos tornemos visíveis, antes de tudo a nós mesmos, como nos ensina o Cristian em seu "A comunidade invisível".       





(*) Akarore: de Kreen Akarôre, os índios gigantes da Amazônia. 


segunda-feira, 24 de maio de 2021

O SEMESTRE VACINAL.

 


Os estudos científicos confirmam para além de qualquer dúvida: Ao quarto mês a imunidade alcançada (ou com a vacina ou na pós-infecção) começa a decair. A atenção que despertou as afirmações de que mesmo os que contraíram a doença (Covid 19) há mais de seis meses deveriam ser vacinados, o que foi noticiado pela imprensa, levaram-me a procurar entender como funciona a reação de nosso organismo ao vírus, colectando dados que me permitisse estabelecer a etologia do vírus e a etiologia mais profunda da doença em nós, seres humanos, e esta ideia de prazo de validade curto.

Há quase um ano havia lido o artigo de James Somers no The New Yorker, onde divulga e analisa o estudo laboratorial que nos dá conta do comportamento do vírus, enfatizando que ele usa nossas defesas contra nós, juntando mais informação entendemos todo processo.

=>Como é isso?

O SARS-Cov 2 inibe só os fatores interferons, evitando destarte as defesas a nível celular local, liberando as outras citoquinas para a defesa ao longo do sistema circulatório e para a proteção epitelial, parando o processo de replicação e começando só a emitir citoquinas, parando os interferons, pois deste modo engana o sistema, fazendo-o acreditar estar fazendo seu trabalho, permitindo por esta via a desastrosa ação local do vírus sem a ação dos interferons.

O sistema imunitário, este que nos defende dos ataques constantes de organismos estranhos que nos querem habitar, fazendo de nós seus hospedeiros, usando nossas estruturas, nossos diversos órgãos, tecidos e células, em seu benefício, encontrando aí máquinas já prontas que passam a usar em suas próprias fábricas (quase sempre fábricas para criarem mais organismos como eles) ou fábricas que usam para se alimentar, com isto passam a ser tantos que ocupam todas as funções disponíveis para seu benefício, eventualmente chegando a matar o hospedeiro. Mas o processo de resposta do sistema imunitário (formação de anticorpos e tudo o mais) que demora cerca de uma semana a estar completo, costuma dar respostas aos invasores, algumas respostas, às vezes, difíceis e outras ainda, imprevistas, e quando o sistema reage mais lentamente (por senescência mor das vezes) está mais sujeito a ser derrotado [o que explica porque a vacinação segue ordem etária, começando pelos mais velhos, os mais lentos em respostas imunitárias] . O vírus sabe de tudo isso e se vale dessas características para atacar seletivamente os organismos em que se hospeda.

A ação do SARS-Cov 2, não tem similar, nunca tendo havido, ou sido visto, vírus com seu comportamento, comportamento que é desequilibrado em sua ação de manifestação, o que desestabiliza o sistema imunitário com sua etologia, este seu comportamento único e diferenciado, revelando que a resposta imunitária obtida irá variar consoante vários fatores, a começar pela idade do paciente (infectado ou vacinado) gerando diferentes níveis de imunidade, e uma mais rápida perda da mesma em diferentes grupos e situações.   


Ampliando a 'tempestade de citoquina' inflama todo o corpo, obtendo como resposta diferentes níveis de inflamação que têm a ver com diferenciação celular e com sua idade biológica, não com sua idade cronológica, sendo que esta, a biológica, depende de muitos outros fatores para além da passagem do tempo. 

Podemos com isso concluir que irão existir várias e continuadas campanhas de vacinação, que só poderão ser efectivas se realizadas a nível global, sem excluir ninguém, feitas sistematicamente, até não existir mais campo para o vírus, ou, na pior hipótese, para sempre preventivamente como é o caso da tuberculose, da hepatite b, do rotavírus, da poliomielite, da difteria, do tétano, da coqueluche, da meningite, da febre amarela, do sarampo, da rubéola e da caxumba. Voltaremos todos a ser crianças por longo tempo, posto que o semestre vacinal indica esse limite de tempo, seis meses, para nossa perda de imunidade perante um inimigo que continua a espreita.


sábado, 22 de maio de 2021

ANTOLÓGICAS 4.

 

4

Para além de toda a ponderação

Acontecem coisas

As que se tecem 

E destecem

O significante combate o significado

Que é enredo muito vasto

Que do casto não há frutos

É preciso pecar para frutificar

Eis que das forças contrárias

Tendências que se opõem

Contraditórias histórias

Acontecem

Como correntes que se atritam

E nesse acontecer 

Dá-se o alvorecer de toda a vida.