quinta-feira, 25 de setembro de 2014

TECNOFORMA de forma técnica:UM BECO SEM SAÍDA!








Um afirma que houve. Outro afirma TÉCNica e FORMAlmente que não se lembra. Um terceiro afirma que não houve, para logo a seguir mostrar em outros papéis que não, que afinal houve: Erro de FORMA. Outro pede a um e a outro que o diga, e por fim mostra pedido que não devera ser pedido se o que um afirmava se verificasse, ou se outro se lembrasse: Erro TECNO (forma apocopada de técnico). Outros, mais indignados, questionam a hipótese de «não se lembrar», mas não se lembrar na altura é a única FORMA. TECNicamente se é um erro de forma, então não há FORMA de ser erro TECNO, ou técnico se preferir a forma extensa. Entretanto o rumor aumenta, aparecem outros papéis, solicitam-se investigações, o que TECNicamente é um erro de FORMA, posto que as investigações não se fazem sob crimes prescritos, entretanto FORMAlmente é desejável e TECNicamente possível esclarecer-se se houve ou não o tal crime, ainda que prescrito, posto que, mesmo assim, poderá ser proscrito quem o cometeu. Sucedem-se erros de FORMA  e TECNOs, ensandecendo os que esperam saber a verdade. Entretanto o tempo vai passando e aumentam as incógnitas de uma coisa que FORMAl e TECNicamente deveria ser muito simples, o próprio, a empresa implicada ou o IRS, nesta ordem, deveriam esclarecer prescindindo de qualquer investigação por mais FORMAl ou TECNO que possa ser, ou parecer. Lembram-se de pedir o IRS registrado na AR, que afinal pode não ser TECNO ou FORMAlmente o que parece, pois só pode ser divulgado com a autorização do próprio, que parece não ter nada a ver com esta imensa discussão, ficando tudo baralhado. Como sempre há uns chatos que querem esclarecimentos, que não vêm (e será que não verão amanhã no debate?): Que afinal o que quer parecer é estar alguém num beco sem saída.

Quem viver verá!

terça-feira, 23 de setembro de 2014

A 'salsicha educativa'.






                                                                                                       Em homenagem a Anabela Natário.
                                                                                            Publicado por mim originalmente no facebook.





Na minha terra tem uma deliciosa história sobre a salsicha educativa, que exemplifica muito bem este problema de salsicha, de educação, de fábricas e de responsabilidades, ou não, que tocam a cada um de nós, vamos a ela: Havia um senhor rico que tinha um filho muito limitado, e que, preocupado com o futuro do filho, entendeu comprar-lhe uma fábrica de salsichas toda mecanizada, onde o filho só tivesse que fazer uma única tarefa e tudo estaria resolvido. Era simples, disse ele ao filho, para dar lucro filho, você compra animais velhos e cansados e faz salsichas  com eles. Por exemplo: Você compra um burro como este, e põe aqui nesta plataforma e aperta o botão e vê que, algum tempo depois, vão sair as salsichas, feitas do burro, por aquele buraco ali. A máquina faz tudo! E então é só as mandar vender. O menino olhou para aquilo tudo, cogitou um pouco, viu a máquina, a fábrica, o lugar onde por os animais, o burro, o buraco por onde saiam as salsichas e, então perguntou: Pai, mas não podemos ter uma máquina onde se enfie a salsicha ali no buraco e do outro lado então sai o burro? Não filho, esta eu já tive há muito tempo, foi a tua mãe! Hoje seria a escola de Passos Coelho esta máquina, e o pior é que ele sabe disto...

domingo, 21 de setembro de 2014

Toda praxe é estúpida VII.








Apetece-me só dizer que basta-nos o título, pelo que encerra de verdade, porém desde que se retirou  a tampa desta caixa de Pandora com os acontecimentos do começo deste ano, e que passou a haver um canal de denúncia, ficou claro que a maioria dos participantes das praxes, se sujeitam a elas pela ação de forças sociais muito fortes, ademais amplificadas por uma enorme força de inércia que atende pelo nome de tradição. Porém participam muito à contra gosto, contra-gosto que  irá revelar-se nos anos a seguir em vingança, uma vingança mal direcionada, porque dirige-se aos inocentes ingressantes, o que gerará mais vinganças futuras, num ciclo vicioso que se repete anualmente, numa matriz de ódios e rancores e de estupidez, porque: Toda praxe é estúpida!

Bastou haver forma de se poder tentar partir esta corrente, de recusar-se este papel, reclamando dele, sem a antiga 'praxis' que se traduz completamente na expressão tão portuguesa:' Come e cala! Bastou haver como denunciar os abusos que ocorrem nas praxes, para que as denúncias começassem a aflorar, já são mais de três dezenas, e se irão multiplicar até que esta prática se extinga, já que é incontornável: Toda praxe é estúpida! Tem faltado coragem para que ela seja simplesmente proibida e que a sua prática seja criminalizada, pois sabemos : Toda praxe é estúpida!

O que tem havido para além desta corrente odiosa de vingança, e do come e cala, e de um rancor, de uma manifestação desnecessária de injustiça, sendo cultivada e hierarquizada numa institucionalização doentia*, é a permanência na alma de um incômodo para o resto da vida, uma perda de bondade, de jovialidade, de pureza e da alegria de ingressar num curso superior, portanto uma maldade. E toda a maldade é indesejável, portanto existir o que a gere, para além da própria maldade que o é de per si, é também doloso, por isto reafirmo que 'Toda praxe é estúpida'.

Estúpida e deturpadora do caráter dos que nela participam, as praxes são um mal desnecessário. A sociedade tem muitos males necessários, que nós todos estamos dispostos a reconhecer e a aceitar. Mas porque se juntar miséria e insatisfação a um mundo onde já há tanto disto? Toda praxe é estúpida.


    * Onde há duxes, pastranas, e vários outros sacanas. 

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

The problem is that: The doors are closed.




                                   


                                     --Running between closed doors. --Unwinable? -- May be A Message to America.

Running between  many doors, the United States try to find a way to get IS*: Finding partners, creating a coalition, using the better of their means, but not in the ground. It's a new kind of war never tried before, and how all that is new and unknow, can not work. 

Obama is trying to reshape Middle East, I think is too late to do so  without a long and hard war, a war that nobody knows how will finish. Remember Vietnan? What was Vietnam, the french ex-colony devided in two? Not even a country, and defeated the USA. I understand that with this kind of radicalism, to talk is impossible. I understand to do nothing is not a solution. But to have a real solution the cost will be very high.

Le Figaro has just informed that France has just defer their first attack on a IS depot , and in the other hand United Press has informed that IS has taken many cities  in Iraq, both sides are doing progress, as we can see. And as we can see it's a matter to take time. And the more time passes it will be better for those who are on the ground. They call it an unwineable war. In these molds can be! Of course it is not a war to lose, what means: use of means at a very high level, a massive action, and, of course, to have men on the ground.

In all wars along time there was psychological actions in way to influence combativity of men. The Jihad is exploiting a previous form of psychological mean: The History! Telling the History in their own perspective is telling us which reasons took them to the war anyway And these reasons are against us, without a shadow of doubt. The foolish attitudes of both Bushes make them victims in first place. If their reaction had been otherwise, they would a wide margin of reason with them. But they lost everything preferring murder. Anyway they are trying show their perspective at this 'series', that have started, so called  A Message to America. They attracted the world attention first with decapitation, and now they will tell us their reasons in the voice of a british journalist. Whom to live will see.

Apart that we are living a very different time, we also have that every action we do have many significations, is the same for everyone of us, each one could be interpreted in many ways, we and them. By this reason  A message could be many messages, the spirit of be psichologically effective will be always there, but in the other hand a misinterpretation will be a constant danger also in many ways. Because of that I believe  We are running between colsed doors.


*IS - Islamic State, also called ISIS remind us a merciful goddess of ancient Egypt, which is hardly  connoted with this 'state'.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

O que é a miséria?







                                                                                                       SINAIS DOS TEMPOS:
                                                                                  Os 4 cavaleiros cavalgam pelo planeta livremente.
                                                                                         FOME + MORTE +PESTE + GUERRA


Miséria é morrerem 3.000 crianças todos os dias ao nascerem, a grande maioria por condições inadequadas, ou seja por razões evitáveis. E mais seis mil das que nasceram não irão viver mais que dois meses, também por razões evitáveis. Serão quase três milhões todos os anos.

Miséria é uma em cada nove pessoas passarem fome. 20% da população do mundo não comer o suficiente, e em certos lugares esta situação atingir um terço das pessoas.  Em África raro é o local que não são uma em cinco. 

Miséria é as pessoas não terem onde viver, não terem um país para chamar de seu. Hoje esta situação já atinge algo assim como uma Espanha, pois já são 50 milhões de refugiados. Uma perversidade que apesar de ser enorme, aumenta a cada dia.

Miséria é as mulheres serem consideradas um ser de segunda categoria. Dezenas de milhões são obrigadas a se casarem todos os anos por negócio familiar, porque estas famílias são na sua maioria miseráveis. Outros milhões serem abusadas, porque o local onde vivem não atingiu uma evolução que imponha respeito e lhes dê segurança. E ainda outros milhões, dezenas de milhões, são bebes que todos os anos são assassinadas pelo seu sexo ser o feminino.

Miséria é permitir-se que uma realidade sem rosto, chamada mercados, controle o mundo pela ganância dos que querem aumentar ao máximo seus ganhos financeiros.

Miséria é um organismo como a ONU só existir com poderes limitadíssimos, e não poder atuar como aquilo  que se denomina, nem nos crimes contra a humanidade, porque a paz está disfarçada.

Miséria é fazerem-se guerras para gastar o arsenal antigo para o poderem repor por um novo, o que se dá pelo fato do item anterior ser verdade.

Miséria é morrerem centenas de milhares de pessoas todos os anos sem uma razão aparente, em guerras injustificáveis, em violência inaceitável, em assassinatos inexplicáveis, porque não há justiça.

Miséria é se permitir que milhões percam as poupanças de toda as suas vidas porque ninguém tem coragem de fazer uma legislação honesta que impeça isto.

Miséria é muitas doenças e pandemias progredirem por falta de recursos econômicos, quando há tanto dinheiro para armas.

Miséria é destruir-se o patrimônio natural do planeta, para aquecer uma sopa, porque outros têm o seu ar condicionado o ano inteiro ligado.

Certamente você teria algo a acrescentar a esta lista, mas pra que? A nossa condição de miseráveis não se altera se primeiro de tudo não mudarmos o modo como fazemos as coisas, sobretudo o modo como damos poder para que decidam por nós, como decidem.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Um governo com, ou do partido comunista.




O eleitorado por toda parte, e em particular o europeu, está descontente, desiludido, e distanciado dos partidos que sempre fizeram a alternância  do poder, sendo eleitos por mandatos sucessivos desde que se estabilizaram no pós guerra as correntes de pensamento dominantes, polarizando-se durante a guerra fria, anos 50/70, com uma demarcação mais efetiva entre esquerda e direita, pela força da oposição entre os que projetavam suas ideias como do seio da democracia em oposição às que vinham do leste europeu, da autocracia, para lá daquela cortina que o discurso de Churchill caracterizou como de ferro. Dispensando todos os excessos e invenções de caráter dramático, que visavam assustar os ingênuos e dividir as águas de dois mundos mutuamente excludentes. Os comunistas comiam criancinhas, lembram-se?

Caído o muro de Berlim, rompeu-se e esfrangalhou-se a cortina com sua queda como símbolo central, os interesses mais inconfessáveis ascenderam, e a credulidade e a pureza de uma certa esquerda perdeu-se para sempre. Viu-se na Rússia comunista surgirem titãs e 'tacoons', políticos e econômicos, viu-se toda a presença do proletariado ser afastada para dar espaço à ganância desenfreada e a um capitalismo mais selvagem que a maior selvageria do verdadeiro capitalismo, cristalizando-se lentamente com garras profundamente fincadas nos países por ele tutelado, surgindo, nos ex-comunistas, uma ganância desmedida, filha dos muitos anos de coerção, era como se vivêssemos a saga da Igreja do diabo, tão bem desenvolvida no conto machadiano. Muitos partidários que mantinham-se nas suas convicções, perderam a coragem de continuar a chamar de comunista seus partidos, em meio a uma democracia, sem terem mais o bloco de leste, a grande União, para apontarem como exemplo de desenvolvimento e equalitarismo, se é que algum dia foi exemplo quer de uma coisa ou outra. Não obstante toda esta mudança no mundo que globalizava também ideias e tendências, em Portugal o antigo e consolidado Partido Comunista Português, o PCP, resistiu conservando seu nome que em breve será centenário, recaldeado pela clandestinidade longa a que esteve sujeito.

Esta dissolução das linhas divisórias das ideias que vinham do 1918, transformaram, com um pouco mais de fôlego, todo o quadro que se conhecia, esfarelando a esquerda, desacreditando a direita e outros mais ao centro que não conseguiram promover soluções para os problemas sociais e muito do que postulavam perdia-se no vazio da implementação incongruente e da pouca convicção de valores, que a esquerda queria manter mais límpidos, e que a avassaladora presença ditatorial dos mercados econômicos relegava para o plano dos boas intenções. (Diferentemente do conto de Machado de Assis a dissolução das linhas divisórias não permitiu a solidificação do 'status quo ante', mas sim o descrédito de todos os envolvidos.)

Tudo foi num crescendo, de crise em crise, onde alguns embolsavam quantias inimagináveis para o cidadão comum, criando milionários em número dissonante com o número muitas vezes exponenciado dos pobres que as mesmas situações geravam, e de bilionários com números mais perversos ainda,  até que o descrédito foi se avolumando para todos os envolvidos, sobretudo para os políticos, jogando os eleitores nos braços de correntes populistas, quase sempre colocadas nas estremas do quadro ideológico, o que não exclui o populismo simples, dos que fazem uso dele sem base ideológica nenhuma, só visando iludir o grande número de susceptíveis a este canto de sereia, porque já não têm mais nada para acreditar. E neste impasse nos encontramos presentemente.

Agora espera-se que vá ocorrer uma dispersão cada vez mais intensa e resoluta dos votos que se concentravam naqueles antigos partidos preferenciais, que compunham o que em Portugal usa-se chamar do arco da governação, uma tolice designativa como outra qualquer, partidos que se vão esvaziando a pouco e pouco por falta de credulidade, e criando inesperadas surpresas eleitorais a cada eleição que se realiza, pela vontade de se buscar algo diferente. Os exemplos italiano e francês são os mais visíveis. Entre esta dispersão que ocorre, algo se concentra nos comunistas por toda parte.

Suponhamos que, após mais algumas eleições, os comunistas atinjam um volume de votos que lhes proporcione uma representatividade tal  que lhes permita estabelecer governo, estaríamos na outra face da medalha, teríamos revertido a situação, invertido as expectativas, e seriam de se esperar soluções que atendam a razão subjacente que os terá levado a esta votação: o desejo de soluções para a manutenção do estado social e as conquistas deste, e, evidentemente, da classe operária. A desculpa de que o sistema comunista só traz  soluções com a implantação da sua plenitude (ou seja o pleno sistema comunista com um só partido) não mais procede, porque onde esteve implantado com todo o poder, desmontou-se e caiu tão fragorosamente, que creio nunca voltará, tão ensurdecidos ficaram os que ouviram de perto. Hoje o comunismo tem de viver dentro das regras democráticas, nada mais de partido único, convivendo com a alternância e com regras e normas constitucionais que não se alterarão por mais numerosos que cheguem a ser. Logo, entre as responsabilidades que terão de assumir, está a de formarem governo em coligação com outro(s) partido(s), não se escusando ao jogo democrático para o qual sejam eleitos, uma vez que o postularam ao candidatarem-se.

É claro que a maneira mais simples de evitar isto é fazer imposições programáticas prévias, que digam ao eleitorado que se eximem nestas e tais circunstâncias, permitindo-lhes continuar em seu isolamento, é bem o que estamos verificando na atual conjuntura. Poderá esta situação permanecer? Poderão os comunistas afastarem a possibilidade de participarem do jogo democrático indefinidamente? Abandonarão esta linha, até agora estrutural, de serem um partido de oposição, e aceitarão ser um partido de governo? Ou momento chegará em que o eleitorado lhes sinalizará que, ausentes, sozinhos, sem participarem, não cumprem as expectativas dos que lhes sufragaram, recusando-lhes, portanto, o voto? O jogo político sempre continua, ou a gênese do comunismo o exclue? E no caso português? Haverá diferenças?

 Creio que antes do que se imagina, subordinados ao desejo de sobrevivência política, ver-se-á um governo com o PCP. E porque não? Afinal eles não comem criancinhas.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Querer saber como? Todos queremos!




                                                                                                 O querer sufoca, dizem...
                                                                                            ...  e, dizem, que quem espera, desespera,
                                                                                                 e que quanto mais se quer, mais se             .                                                                                               espera...
                                                                                                 Eis completa a roda!



Talvez eu não saiba...
Eu que tanto quero,
Que tanto espero,
E que desespero....


Talvez eu não saiba...
Eu que tanto espero,
Porque desespero,
Tanto que quero,
E quero...


Talvez eu não saiba....
O quanto desespero
Do que espero,
Que tanto quero.


Talvez eu não saiba...
Nada do que quero,
Do que desespero,
Enquanto espero,
E quero.



Talvez eu não saiba....
Tanto desespero,
E o que tanto quero,
O quanto espero.


Talvez eu não saiba....
O que espero,
O que desespero,
Porque quero,
E quero.



Talvez eu não saiba...
Não saiba!
Porque saber não é importante.
Esperar é.
Querer é.
E desesperar também,
às vezes...