terça-feira, 1 de dezembro de 2020

VIVE EDUARDO LOURENÇO.


 Já não poderei certamente ligar para a Soraya na Gulbenkian, nem para Vence na Provença, destinos de sua matéria, com quem tanto me aprazia estar, velório nos Jerónimos, missa, exéquias, funeral a São Pedro, mas o terei sempre próximo em sua sabedoria, vertida em muitas águas, lustrais todas elas, onde banhou-se e nadou, tendo esbracejado muito nas brasileiras, e flutuado nas francesas, com a sabedoria transbordante de suas páginas imortais, logo eternas, e sempre disponíveis. Agora nos irá contar com é a morte, contraponto de si mesmo, pessoa Pessoísta congruente, não falhará!. 

Fica aqui o poema mal amanhado que a notícia de sua morte me arrancou, mas devo dizer como diria Twain, esta é uma notícia "manifestamente exagerada".

Seca-se o rio

Onde se Guarda toda virtude

Espera-o São Pedro

Ele terá todas as chaves

Abrirá todas as portas

Outros mundos, outras realidades

Para Eduardo desvendar.


Rio nosso

Em que nos banhamos largamente

Cujas águas derramaram-se pela Europa

Sua Europa refundida, recomposta

Da Beira ao infinito

Acendeu a luz 

Nada pode ser mais bonito

E é nesta luz que sempre viverá!    


Não se apaga a luz, extingui-se a vela. Fica uma luz fulgurante que as pessoas não viam, não sabiam, não se davam conta, só por ouvirem falar, ou pela sua discrição e timidez, mas sua presença arrebatava nas palavras mansamente candentes, e quem ler um texto seu, e tiver apreciação literária, render-se-á ao poder desta palavra serena e complexa, leve, robusta e elegante, de uma limpeza e claridade mais que raras, na verdade inigualáveis, e essa claridade não se apaga, fica como limiar, objetivo, endereço, fim e destino, porque escrever como Eduardo Lourenço em português, muitos poucos. A graça, o redondo, a força e a pujança de seu texto banhado na compreensão larga, universal, das coisas mais labirínticas, algumas que só ele via, e nos vinha contar, ensinando de certa forma o imponderável, o invisível que só ele percebera, suavemente penetrando o incognoscível, que só a ele revelava-se; e com sua graça única, sua mordacidade fulgurante, sua ironia calma, seu sentido de humor, que da tona ás mais inatingíveis profundezas, incorporava crítico o todo, posto que nada lhe escapava, na argúcia doce de pensar o impensável, na intensidade cáustica e suave de perceber o imperceptível, na visão longínqua e sintética, simples e lúcida, como ele mesmo o era, universal e peculiar de alcançar o inalcançável, que uma vez explicado era tão certo e compreensível em sua simplicidade humilde, lúcida, e sincera, que espantava, encantava e deleitava a todos que o puderam conhecer em carne e ossos, realidade que a partir de hoje se torna impossível, mas burlada toda impossibilidade ele está aqui conosco, agora e sempre, permanentemente em sua palavra vivaz.  




quarta-feira, 18 de novembro de 2020

A Ascensão do Arrivismo - transformando pontos de exclamação em pontos de inflexão.

 


Por alguma razão que desconheço, ciclicamente emerge uma fermentação latente que, vindo ao de cima, desnatura todo o sistema, infectando e envenenando a relação normal que as instituições e as pessoas mantinham, dividindo-as entre nós e eles, promovendo o ódio geral, onde algum deste é mais particular, sendo dirigido a um grupo específico, bode expiatório que sirva para justificar a revolta e a raiva que fez por emergir esse veneno.

Muitos bebem-no com desmesurado ânimo e desenfreado ímpeto, sôfregos da mudança, malsofridos da lentidão aparente com que as coisas evoluem, como se houvesse uma solução mágica, uma bala de prata, que solucionasse todos os problemas. E na falta dela, apregoam a sua, a mistificação absoluta que toca a reunir milhões de iludidos, crédulos em uma nova vida, uns, e dando apenas azo a sua revolta, outros.

Deste dipolo emocional a praga se espalha, infectando multidões de crentes em ambas as vertentes, que motivados por razões tão opostas confluem na mentira da embriaguez de uma suposta esperança ou no impulso inconformista, esquecendo que a Democracia é uma forma de governo que, por sistema, acolhe e alberga o inconformismo, dando-lhe vaza em seu processo, e promovendo soluções que o satisfaçam. Porém estes, em sua insatisfação, essas multidões, servem exemplarmente aos que as lideram, que, ascendendo meteoricamente, tomam o poder, ou parte dele, passando a viver vida regalada de destaque e proeminência pela manipulação desses sentimentos que se espalharam. 

Para além da falta de líderes, esse vazio de homens e mulheres que tenham capacidade e ideias para criarem os caminhos do futuro, e que saibam fazer frente a esses que espalham seus venenos, com isso há um certo ar bafio e pestilento que se vai entranhando em tudo, como há também perspectivas tão anômalas, baseadas em improbabilidades e gostos excêntricos, que geram sentimentos pouco conformes com a herança ética que receberam. Vimos ao longo da história várias vezes estas correntes terem feito a escolha do lado negro, atacando e ferindo conceitos fundamentais como o império da Lei, os Direitos das minorias, e as liberdades democráticas, bem como a de expressão e a liberdade de imprensa. Temos portanto uma música estranha a tocar, com valores alterados e  padrões retorcidos. Tendo tudo mudado tão depressa não houve tempo para que uma filosofia da e para esta nova realidade se estabelecesse, e deste modo nos perdemos nela, na nova realidade, e se vamos por esse desvirtuado rumo, penso que nos iremos perder a nós mesmos.


PERIGO!

Já Vos falei de que há um vírus que está no ar, foi quando vos lembrei Machado no seu delicioso conto que nos fala da Igreja do diabo, várias vezes, e ao longo de vários anos Vos tenho insistentemente prevenido para o perigo desta ascensão arrivista. E ela tem se tornado sempre e cada vez pior! Tudo que não for prevenido e acautelado, terá que ser remediado, podendo entrementes cobrar milhões de vida como preço do remédio que a queira remediar, porque para inflectir e voltar ao normal uma sociedade, sofreremos a vertigem do vértice ao vórtice colocando-nos a beira do precipício, e o preço do retorno é sempre muito alto, mas como nós (Humanidade) só somos bons e efetivos nos extremos, e reagimos quando estamos quase a cair no abismo, temos então, antes, que experimentar a vertigem, triste condição a humana esta que se repete em ciclos catastróficos.

E agora por toda parte vemos que essa gente sem medidas e sem escrúpulos, que a todo custo busca ascender, trazendo essas qualidades de empregar o arrivismo como método, está ganhando espaço, e apesar das experiências passadas, pois esse filme é déjà vu, em que todos sabemos onde vão dar, não promovem os responsáveis e toda gente, uma reação forte e efetiva para purgar o ambiente democrático desses instiladores do único veneno que pode efetivamente matar a tão poderosa e ao mesmo tempo frágil DEMOCRACIA.   

sábado, 7 de novembro de 2020

Nogeira Pinto, um confesso "eleitor de Trump".

 


Há gente mesmo que fede, tresanda, mete nojo! E com a desfaçatez que os governa tomam rumos dos mais esdrúxulos, porque acreditam profundamente em realidades abismais.

Ouvi um comentador, Jaime de seu nome (*), dizer com a mais impudica certeza  que votaria em Trump se fosse votar nos EEUU. Deu-me tanto nojo que há que mudar-lhe o nome. Muitos o irão acompanhar, e irão votar em Trump, o sem nenhum caráter. Ademais devemos reconhecer-lhes, como a toda gente, direito de escolha, seja ela qual for. O que causa espécie é a razão alegada para votar nesse energúmeno, nesse sociopata - o seu alegado desejo de mudança, uma liberação.

Explica que votaria em Trump porque ele representa uma ideia de liberação política, e o defende dizendo que ele foi atacado desde  primeiro momento, sofrendo inúmeras acusações e mesmo um impeechment desde que assumiu o cargo. São verdades ambas as afirmações, mas vamos analisar o que significam e o que escondem, ditas assim desta maneira. REPRESENTAM MEIA VERDADE (especialidade trumpista) dizem apenas parte do que se passou, pois a gerar a reação, houve uma ação que a motivou. E esta ação é a expressão do mal caráter dessa criatura sem nenhuma ética, que é capaz de afirmar qualquer coisa, seja o que for, para ter razão. Aprovar uma criatura como essa, é vil.

Não percamos mais tempo com isso, é tão reles, tão abjeto, tão asqueroso pensar que alguém com discernimento vote Trump, que não vale a pena ...  

 

(*) É o mesmo a quem defendi o Direito de dar sua palestra na Universidade Nova de Lisboa há três anos. 

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

O desespero e a incapacidade de Mr. Trump, encurralado na Casa Branca!

 



Delirante, desesperado, o pior cego é aquele que não quer ver. Só um doido não quererá que se contem os votos para saber o resultado em algo que participou.

A recontagem é plenamente compreensível no caso de margens muito estreitas, cria algumas zonas de fricção, mas esclarece qualquer dúvida que possa haver. Temos de aceitar com 'fair play' que possam haver suspeitas ou dúvidas, fazem parte do jogo. Entretanto para que hajam dúvidas é absolutamente necessário haver quaisquer indícios, não há dúvidas por princípio, a não ser na cabeça de Trump. E é plenamente compreensível que assim seja! Na sua cabeça é inaceitável e abominável qualquer derrota, que por um lado fecha-lhe a porta a sua altíssima posição, posição que um psicopata, um sociopata como ele nunca deveria ter alcançado, mas que é a única onde se sente bem, por outro abre-lhe a porta de uma prisão, a que lhe espera após uma condenação por todas as falcatruas que fez.

Desesperado, encurralado, sem outra possibilidade que jogar a sujeira no ventilador, sem qualquer indício ou razão de ser, lança a suspeita sobre as contagens, para manter a face da única coisa que consegue ser, vencedor. Mas quando se perde um concurso, uma competição, ou uma eleição, não se é vencedor, e tem-se que aceitar a outra posição, a de quem não ganhou a disputa, ou seja a de quem perdeu. (Ponto parágrafo!)

Entretanto naquela cabeça doente e doentia não existe essa hipótese, é algo difícil para nós, pessoas normais, entendermos que uma moeda tenha só uma face, que ele não admita o outro lado, a outra hipótese;  mas na mente do doente desta síndrome, deste delírio, deste equívoco, é assim, não aceita e não concebe, não compreende que não tenha tido êxito, porque sua alta auto-estima não consegue conceber que um ser tão superior como ele se julga, possa ter falhado, mesmo naquilo que não depende diretamente dele. Esse é o negacionismo a que já nos habituou, que é uma espécie de paranóia. Esperemos que alguém lhe dê um "xanax", e evite que ele comece uma guerra de incitação e impossível resistência, visto que num país que ele dividiu tanto, e levou o ódio, o preconceito e as exclusões ao nível em que se encontram, será gasolina derramada, e bastará uma faísca para deflagrar o incêndio.

Pior irão ser depois as consequências, porque, parafraseando o tio do 'spiderman', algo bem americano, o herói, o 'champion', com grande posição vêm grandes responsabilidades, e Mr Trump que não esteve a altura delas, irá pagar pelo que fez, sua posição (na qual se colocou)  é visível demais para o deixar passar entre os pingos da chuva. Vai haver grande estrondo! Ou, se preferirem direi como em Lucas 13:28; "Vai haver choro e ranger de dentes" ! (Será a Lei do retorno no seu melhor.) 

 


terça-feira, 3 de novembro de 2020

AJUNTAMENTOS DE JUMENTOS.

 



Os ajuntamentos (*) ocorrem em todos os países, e os jumentos que os provocam vão desde alguns presidentes dos países até alguns dos meninos mais ativos do colégio ou da vizinhança. É a suprema estupidez! Públicos ou privados os ajuntamentos são a origem das infecções, ou seja da transmissão do vírus. 

Sem me valer da efetiva sugestibilidade do título, que de fato existe, não poderia dizer diferente não os chamando jumentos, uma vez que o termo é incontornável, pois é mesmo uma súcia de jumentos (indivíduos estúpidos) que se ajuntam nestes tempos! 

As Constituições das repúblicas, ou reinos, podem aprovar os ajuntamentos, mas a nossa constituição física não os aprova. Os ajuntamento põem em risco aqueles que se ajuntam, os ajuntamentos são focos de transmissão da COVID -19, os ajuntamentos violam toda lógica e o bom senso. Só mesmo jumentos, energúmenos, e inconscientes podem desejar ajuntamentos durante esta pandemia. Quem tiver dois dedos de testa, e refletir meio minuto, verá que os ajuntamentos, apesar de serem um Direito dos que querem se ajuntar, são de má coerência, são de uma irresponsabilidade sem tamanho. Muitos governos tendo consciência disto os proibiram, mas clandestinamente eles se mantiveram, dentro das famílias, nos bairros, nos grupos de amigos, bandos de irresponsáveis que jogaram o mundo numa segunda vaga pandêmica. 

A proibição inicial limitando o número a 10 (dez pessoas) teve a intenção de garantir o afastamento entre elas, a tão necessária distância a ser mantida para evitar a transmissibilidade, e para prevenir os contágios. Não tendo sido efetiva, e mesmo pouco respeitada, depois diminuíram para 6 ou 5 (dependendo do país) o número autorizado, mas não estará resultando. Os eventos públicos com grandes concentrações, encontraram quem os soubesse fazer com prudência (desde a Igreja até partidos políticos) mas a maioria resvalou para o perigo e o desrespeito às normas preventivas que os autorizavam, gerando inúmeros surtos. Com uma certa sensação de liberdade e uma pseudo-normalidade que se apoderou das pessoas, que, estando livres do medo, voltaram a se contagiar, elevando a curva pandêmica e disseminado a doença em novas correntes de transmissão, com  jumentos ativos em toda parte.

A continuarem os ajuntamentos a pandemia irá piorar, crescer, espalhar-se, levando ao colapso do sistema de saúde, e os jumentos que neles participam, mesmo os jovens, muitos irão morrer, e cada um tornar-se-á foco de contágio, fonte de problema para sua família, para seus amigos, para os vizinhos, e para médicos e enfermeiros que terão de os cuidar, doentes que estão. COMO OS JUMENTOS DOS AJUNTAMENTOS NÃO SE RESTRINGEM, NEM EVITAM  O PERIGO, TÊM MESMO DE SER IMPEDIDOS.




(*) Tendo escrito parcialmente esta crônica em princípios de Setembro, resolvi não publicá-la, pela forte acusação que trás, mas devido ao desenvolvimento da pandemia, onde os principais culpados de sua disseminação são os jumentos dos ajuntamentos, entretanto a publico para defender que seja decretado o estado de emergência em Portugal, para dar azo a medidas restritivas mais fortes e efetivas.



domingo, 1 de novembro de 2020

A língua portuguesa ao espelho, re-nata e rediviva.

 



Num artigo sobre a língua portuguesa, o ex-ministro da cultura Castro Mendes, elogia aos muitos criadores da língua, como ele que, poeta, percebem que o criar na nossa língua deve sempre ser priorizado em nossa expressão, ou seja para nós seus cultores, e busca também analisar as diversas vertentes e manifestações do alargamento do espectro de sua realização sentimental, como elementos de expressão das distintas sensibilidades. Enfatizando as diversas vocalizações e contribuições, como a de Guimarães Rosa, precursora, que deu voz aos caboclos e sertanejos.   

Onde fica implícito no limiar de sua manifestação endógena, através tanto de sua percepção autônoma, como no da exógena, que demarcam fronteiras bem distintas que não são de nenhum modo confluentes, nem apresentam nenhuma analogia.

A Afirmação irrefletida em que vê analogia onde não pode haver, posto que o sentido de pertença transforma a experiência em algo tão distinto quando esta é em português. É o equívoco do Dr. Castro Mendes expresso nestes termos:

"Aquilo que nos traz de enriquecedor ver a nossa língua a partir de uma outra é, de outro modo, análogo ao que nos proporciona ver a mesma língua através das diferentes culturas que ela exprime."

                                                                    Luís Felipe Castro Mendes. DN 28/10/20

Sendo, como tenho tentado expressar nas minhas crônicas, n'O Olho do Ogre e mais, a ideia é exatamente ter uma perspectiva distinta de quem relata o que viu, porém buscando ser uma experiência inclusiva, onde o autor participa da cena, como se a visse através de um espelho onde ele está incluído nela, o que subalterniza qualquer outra apreciação. Deste mesmo modo temos uma totalmente diversa visão de nosso idioma quando o olhamos desde uma outra língua, ou quando o fazemos dela mesma noutro registro, o de uma outra cultura que nela se exprima. São sensações e entendimentos muito distintos, podendo ser mesmo antagônicos.   

A visão ou percepção que resulta das duas experiências é de tal sorte distinta em cada caso, que é como se estivéssemos vendo alguém de quem apenas ouvimos falar, numa hipótese, após tantos anos de procura, ou estivéssemos vendo a um irmão nosso que por fim reencontramos, noutra. Nele reconhecemos traços, jeitos e trejeitos, formas e normas, modos e remordos, que sendo outros, são nossos, que, a nos espantar, nos completam e finalizam, muito além de apenas nos enriquecer. Ao espelho a imagem está invertida, é verdade, mas é a mesma, numa fotografia tirada algures, a imagem é outra, ainda que sempre possa admitir infinitas comparações.

Este sentimento mágico de sermos outros sendo nós mesmos, só o teatro é capaz de proporcionar tanto aos atores quanto aos espectadores que o vivam tão intensamente na transliteração sentimental que consigam fazer, ou mais intensamente ainda na transubstanciação do próprio sentimento em nós. E a perspectiva que daí resulta é de tal modo única e absoluta, que não admite termos de comparação, e nos faz renascer em todo o panorama e em cada uma das representações que este apresente, fazendo-nos reviver em cada uma delas o que já havia em nós, porém recriando perspectivas idênticas e diversas ao mesmo tempo, posto que aí estamos, seja em que diapasão for, em casa, nesta nossa pátria, a língua portuguesa.


quarta-feira, 21 de outubro de 2020

O que esconde a morte de Samuel Paty?

 





Como é notícia, Samuel Paty, um professor de História da região de Paris, França, foi degolado por ter mostrado caricaturas do profeta Maomé em sala de aula (Caricaturas que podem ser vistas em grande número e à exaustão na Net), degolado, nada menos que isto, num ato bárbaro perpetrado por um imigrante muçulmano acolhido residindo em França.

A razão dele ter mostrado as caricaturas deve-se ao fato de lecionar liberdade de expressão, esse tipo de liberdade essencial a uma democracia, o que desconhecem os muçulmanos que vivem em teocracia, que vêem Maomé como um Deus intocável (É um Santo, um profeta, e condenaria certamente o que se faz em seu nome.). O próprio Deus, tolerante e misericordioso atura todo tipo de ofensa, e as perdoa. 

Tudo certo, ou melhor, tudo errado, e podemos condenar fortemente o entendimento e a reação absurdas, que resultou no assassinato do professor. Sem nenhuma xenofobia, ou qualquer tipo de repulsa, ou ódio, temos de fazer alguma coisa para restringir a ação dessa gente que não respeita a liberdade de expressão. Pois são como bandidos, que devem ser controlados pela polícia.

Dito isto sem nenhuma fobia ou preconceito, apenas por não querermos o ladrão dentro de nossas casas, analisemos os fatos:

                                  1. O assassinato do Prof. Paty deu-se em menos de uma semana após ele ter levado as imagens para sua sala de aula.

                                   2. Houve uma rede de envolvidos na elaboração do crime.

                                   3.  Eram todos estrangeiros acolhidos em França.    


O que pergunto como ponto chave do ocorrido, é o seguinte:

                                                                                                    1. Então eu sou acolhido em casa alheia, da qual conheço as Leis, se não quero aceitá-las devo-lhes poder impor minhas leis e regras?

                                                                                                     2. Como em menos de uma semana souberam, planearam, e executaram o ataque e o assassinato do Prof. Paty? Eles têm aquilo tudo controlado?

                                                                                                     3. Estarão os muçulmanos acolhidos em países estranhos a vigiar e controlar a gente dos países onde vivem, para puni-las em caso de fazerem alguma coisa que lhes desagrade?

E a última e crucial pergunta: Devemos em nome da Democracia e da Civilização aceitar isso sem nada fazermos para impedir novas mortes?

Eu entendo que quando estou em casa alheia tenho de respeitar os costumes dos donos da casa, e não impor os meus, se eles não me agradam, lá não vou. 

Do que não vi ninguém dar fé,  é do que refiro no primeiro fato registado, que motivou a segunda pergunta, o que nos leva a esta outra: Então, logo à seguir (E se passou o mesmo com  Charlie Hebdo.) toda e qualquer atitude que os muçulmanos reprovem, estes estarão orientados, sabe-se lá por quem,  para matar, ferir, atingir, massacrar, aqueles que em seus países defendem suas ideias e opiniões?


Et évidamment Je suis Paty!