quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Dia internacional do homem.



                                                               





                                                                                       19/11/1999-19/11/2014 - nos 15 anos deste dia.


No Brasil é uma invenção da Ordem dos escritores.




O dia internacional do homem que se comemora no Brasil desde 19 de Novembro de 1999, é uma ideia esdruxula . Esta iniciativa extemporânea da Ordem dos escritores é no entanto anterior, datando de 1992 quando em Trinidad Tobago propuseram esta ideia em 1999, ela já existia no Brasil, mas tanto cá como lá é uma rematada tolice, o das mulheres ainda aceito face do longo historial de exclusão que elas carregam, mas os homens? Tenham lá a santa paciencia! 

4 min · Gosto Aproveito para lembrar à professoras que Marte é o deus da guerra, talvez ser masculino seja, como tem sido, matar, oprimir, digladiarem-se. Por isto, e bem por isto, é que esta ideia é tola. Leia no meu blog O Olho do Ogre dois artigos: Genericídio e Mulher sempre a vítima preferencial. Atentamente, H.
Publicado no 'facebook'  em 19/11/2014. 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

O Nobel das crianças.





                                                                                                                          Um livro e uma caneta...
                                                                                                                                        e uma vontade.


Depois de ter ano passado apostado na interdição das armas químicas, este ano o Comité Norueguês veio apostar no Direito das Crianças, estas indefesas criaturas que são tantas vezes, abusadas, exploradas, escravizadas e excluídas, que têm surgido na atenção mediática deste terceiro milênio pelas piores razões.


Malala uma criança que pagou o preço da exclusão e soube pela força das suas palavras fazer-se incluir ao mais alto nível. Malala que ao saber falar, prova a força das suas ideias e prova que a caneta é mais poderosa que a espada, confirmando o velho aforismo. Malala que por ter o pai que tem, saiu inteira de um  episódio que costuma amputar a alma, quando não retira a vida de quem é exposto a ele. A força moral hoje no Paquistão conquistou um aliado fantasma poderosíssimo: A força de uma vontade, uma vontade que não se cala.

Kailash que na mesma ideia de que criança deve estudar, opondo-se ao trabalho infantil, tem denunciado esta exploração por todo o mundo, tendo retirado milhares de crianças desta triste condição. Com o seu BBA,  o movimento de salvação das crianças por ele criado, começou uma luta árdua e difícil, que requer uma paciência imensa, e uma persistência ainda maior. Também amanhã terá ainda mais autoridade moral para este rude combate. 

No Nobel que pela primeira vez foi atribuído a uma criança, o comité reúne também, pela força do destino, dois países que já foram um, e que a incompreensão separou, ritualizando assim inesperadamente a voz de mais de um quinto da população do planeta ali reunidos, representados por uma menina e um sexagenário. É um pouco como se Gandhi revivesse nessas duas almas.


Este Nobel da Paz de 2014 que para sempre ficará recordado como o Nobel das  crianças, estas mesmas crianças que o Papa Francisco chamava ontem a si no mais puro critério cristão, estas mesmas de todo o mundo, como o líder dos guarda-chuvas de Hong Kong, Joshua Wong, da mesma idade que Malala, traz-me uma inquietação e uma esperança, que em sendo dois sentimentos opostos, neste caso são um, e uma mesma coisa : A inquietação de ver que quase sem mais remédio, este Direito tão menosprezado tenha de ser ainda clamado e reclamado, até pelo próprio agente passivo de sua violação. E a esperança é ver que, mesmo na condição de excluídas, as vozes que não se calam vão vendo seus Direitos reconhecidos e afirmados contra a sanha da estupidez dos que as querem suprimir.


É com Democracia que se alimentam os filhos, mais do que com pão.






                                                                                                                           Democracia / Dinheiro


Ouvi a declaração esta semana repetida várias vezes de que NÃO É A DEMOCRACIA QUE ALIMENTA OS FILHOS, dita de maneiras diversas, mas todas querendo expressar a mesma ideia. Regimes como o da Coreia do Norte, da China, de Uganda, da Síria, do Estado Islâmico, do Zinbabwe, é muito longa a lista, é que pensam desta maneira para justificar seus atos e declaram-no; outros como Angola ou Iraque, ou Rússia preferem fingir à democracia. 

Tendo absoluta consciência de que este regime depende, como quase tudo neste planeta, de que não hajam os que se impõem pela força do dinheiro contra os que, necessitados, deixam-se dominar, ou como queria Rousseau, tendo visto com perfeição como é que o regime funcionava e funcionaria, já que Rousseau quase teve uma premunição da história que vem desde aquela segunda metade do século dezoito até nossos dias, podendo ser classificado como o iluminista iluminado, tendo afirmado: «Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que não possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém.» portanto não tenho ilusões, ou inocência, e depois foi um social-democrata que postulou a ideia que uma democracia existe não só por causa da prática política, mas pela prática econômica, social e cultural prioritariamente, maior das verdades, alegada por ninguém menos que Francisco Sá Carneiro.

Porém como em tudo há as proporções, vale dizer o quanto de cada coisa entra na composição do resultado final obtido ou desejado, conforme a verificação das suas possibilidades. E a proporcionalidade entre dinheiro e democracia tem como resultante direta de que o primeiro podendo corromper a segunda na proporção da sua concentração, e que a segunda pode inibir o primeiro na razão direta da sua plenitude. Ou seja: Quanto mais Democracia houver, menos importância e menos influência tem o dinheiro e este passa evidentemente a se concentrar menos, porque os foros da Democracia implicam em justiça social e, como é óbvio, em distribuição de renda.

Como sei isto desde sempre porque no país onde nasci esta realidade nos é exposta desde criancinhas, porque sendo um país riquíssimo foi explorado, corrompido e desvirtuado de todas as maneiras e para que estas injustiças e misérias fossem removidas do dia a dia, para que houvesse menos exploração, para que houvesse menos corrupção, para que os recursos do país fossem mais em benefício de usa população em geral e não de um pequeno grupo, foi preciso muita luta e muitas conquistas,  e estas conquistas que se foram sucedendo lentamente foram todas no âmbito da Democracia. E continuamos a clamar por mais! Quando houve uma ditadura houve, é verdade, muito desenvolvimento, muita riqueza sendo realizada, mas houve muita fome e miséria, porque este regime traz pouca distribuição da riqueza, porque é um regime para poucos e com poucos, mesmo quando opera sob o manto de uma democracia.

Portanto basta uma pequena revisão na História para verificarmos que diferentemente destas afirmações que visam legitimar o ilegitimável, é a democracia que nos traz mais fartura, podendo, destarte, afirmar-se a expressão título deste artigo, porque o pão acaba, a democracia não.



quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Mateus 19:14/ Lucas 18:16/ Marcos 10:13.






Foram necessários 266 Papas, dois milênios, milhares de cardeais, dezenas de milhares de bispos, centenas de milhares de padres e milhões de católicos para aparecer um Homem que entendesse a mensagem, tão simples a mensagem: Todos se podem aproximar. Vejamos a cena de há dois mil anos: Depois de comparar um fariseu que exalta suas qualidades como crente, e um publicano que se sabe pecador, tendo dito: « Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que a si mesmo se exaltar será humilhado; mas o que a si mesmo se humilhar será exaltado.» mostrando bem como as coisas funcionam para Deus, vê que seus discípulos, os escolhidos, os instruídos por Ele mesmo, repreendiam os que traziam as crianças para Jesus as tocar, então Jesus chamou-as para si, e deu a lição que fica e demorou dois mil anos para que um Papa a compreendesse: « Deixai vir a mim as criancinhas...»

Francisco deixa hoje na praça de São Pedro mais uma lição pondo duas crianças a passear com ele no papa-móvel, fica o exemplo (a segurança, já avisada, não ousa desobedecer, põe as crianças dentro do carro). Este Homem que gosta do símbolo, que gosta de ensinar pelo exemplo, e que quebra os protocolos do Vaticano, dois milênios de estupidez e medo, recebe, como não poderia ser de outra maneira, as crianças que se aproximam. Ocorre-me a seguinte questão: Como poderá se comportar o próximo Papa?

Lembrei-me também que o carro foi todo modificado, aberto, os vidros contra as balas retirados, o papa exposto. lembrei-me para além das balas, dos venenos, das maldades 'intra-muri', dos perigos que corre Francisco, e face aos quais tenho pedido orações, e subitamente compreendi: Francisco não será morto. Francisco não será tocado, porque a lógica divina é muito especial, e ele vem respondendo a seu chamamento de peito aberto, como tem de ser. Subitamente via que as coisas funcionam na medida de Emanuel, que é absolutamente necessário confiar, e se entregar, se expor e não temer, que tudo torna-se possível. Sim, é necessário dar para receber, um outro Francisco nos tinha ensinado:  « ..pois é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive...» Pois é!

A lição incontornável que começa no juiz injusto, passa pelo fariseu e o publicano, na parábola dos que confiam em si mesmos, crendo que são justos e desprezam os outros, e termina nas criancinhas, e aos que são como elas, estas criancinhas que se não são recebidas, são desprezadas. Porque os que se acham justos e justificados soem se proteger dos demais, crendo estar num patamar mais elevado, quanto enganam-se! No exemplo de Francisco a lição de Jesus: « Deixai vir a mim as criancinhas, NÃO AS IMPEÇAIS, porque delas é o Reino dos Céus.».  Aqueles que julgam, ou prejulgam e se elegem, e se exaltam, « digo-vos que depressa [se] lhes fará justiça » e  relembro para concluir: « Não julgueis para não serdes julgados.» Grande Francisco!



terça-feira, 7 de outubro de 2014

CHINA : A infecção que acompanha.




                                                                                               Muitos guarda-chuvas, e já nem chove.



Há uma segunda infecção que acompanha a primeira. A infecção do mercado livre que dominou a China no último quarto de século, vindas das duas pústulas reservadas para espalhar lentamente a infecção da economia de mercado por todo o gigante: Hong Kong e Macau. O problema é que a primeira infecção faz-se acompanhar de uma segunda menos controlável, Tiananmen o mostrou, esta segunda infecção que atende por uma antiga palavra grega: DEMOCRACIA.

Um país, dois sistemas, tem sido o lema  para a solução de transição encontrada pela China, do sistema socialista para o capitalista, 'doucement'. Tem sido a solução chinesa para mudar, e mudar necessita de implantação de novos valores, mas a filosofia oriental não gosta de solavancos, de convulsões, novos valores sim, mas têm de ir se alastrando, nada de mudanças bruscas, por isto assassinaram em Tiananmen as mudanças, não para que elas não ocorressem, mas para dar tempo a que elas pudessem ocorrer.

Tiananmen foi logo no início da infecção, reprimiram com violência e morte, já a resposta de agora ao território, em Hong Kong, ao movimento dos guarda-chuvas, é totalmente outra, estamos vendo uma China dialogante. Quem imaginaria um dia isto? É o pragmatismo chinês no seu melhor, sabem que vão soltar a fera, sabem que a fera é incontrolável, mas como sempre 'doucement', porque, e aí é totalmente justo e compreensível, pois existem muitas Chinas, e há que se preservar as conquistas comunistas/socialistas da China (comida na mesa) nas suas áreas rurais, nas suas áreas subdesenvolvidas, e eles sabem que uma China tem de resgatar a outra, com o tempo, por isto vão devagar, devagarinho. A isto chama-se desenvolvimento. Os chineses gostam de tudo que é boa solução antiga, e como nós sabemos a democracia é o pior de todos os sistemas, com a exceção de todos os outros.

Longe de mim, ocidental, defender essa lentidão, mas a compreendo, e mais ainda, a respeito, porque ter a responsabilidade de governar 1. 338 612 968 de seres humanos (*), com suas vontades e conflitos não deve ser nada fácil. Além do mais é minha obrigação respeitar, ao observar, a forma de ser de cada um, e a filosofia oriental, e seu modo de sentir e perceber as coisas, merece respeito, posso não sentir da mesma forma, mas nada me autoriza a apontar-lhes o  dedo. Os chineses são como são, e os veremos, agora, como qualquer governo ocidental negociar com os guarda-chuvas e obter uma solução de consenso.

(*) Enquanto escrevo este artigo já nasceram umas quantas dezenas mais, e enquanto você o lê dá-se o mesmo. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

15 anos sem Amália.



                 

                                                                                                             6/10/1999 - 6/10/2014




                                                                                   
                                                                                         Que  oferecer a  Amália ?        
                                                                                         A ela ofereci minha amizade
                                                                                          e constantemente lhe ofereço minha saudade,
                                                                                          mas isto é uma coisa só portuguesa

                                                                                        Trecho do poema: Une valse pour Marlene, do
                                                                                                livro: Luzes que não se apagam.



Saudade é a palavra. Quem a conheceu bem sabe de sua presença... « Muito obrigada, Muito obrigada» e as mãozinhas no ar como a tocar castanholas.... Morreu porque parou de cantar. Parou de cantar porque não tinha mais a excelência, qualquer outro se satisfaria imensamente com aquela voz que ela ainda tinha, mas Amália não! Ela tinha tido um nível único, inigualável (e o termo não é ocasional, ou uma  forma de dizer, ou de elogiar, no caso de Amália era assim, quando ela própria, não se conseguiu igualar, parou, e parando sua razão de viver acabou, e assim sua vida acabou, apagou a luz, foi isso.) Quem se pode igualar a Amália Rodrigues? O que há por aí em todo o mundo com aquela expressão, com aqueles vibratos? Não, não há, por isto a seu tempo teve o mundo a seus pés. No Japão, ninguém entendia uma palavra, e quanta gente na plateia chorou, chorou pela emoção que aquele canto passava. Única, inigualável!

Foi no milênio passado, ficou com o milênio nas coisas das memórias, não, não! Ficou e fica com as coisas do coração!

Devo um poema a Amália, ainda não consigo fazê-lo, sempre me vem um nó, o nó da saudade e vejo que vou chorar. Penso que um dia certamente vou ultrapassar isto, mas 15 anos ainda não foram suficientes, para ultrapassar o fato dela me ter honrado com sua amizade e eu saber que não posso mais ir a São Bento. Não há mais Amália... 

Como estou errado! Há  Amália!  Toda esta ausência é ela, mais forte que nunca!

domingo, 5 de outubro de 2014

Dr. Splinter rides again.




In the speech of 5th of October the same bla, bla bla, the same fake proposition of someone who has no theme, no intension, no goal, but sustain this government of his same colour. Empty words provoke empty reactions, provoke answers without feelings. Those are just circumstance when the circumstances mean nothing,  when is with Dr. Splinter. The country is still waiting for some words of hope, of fire, to heat our hearts. Unfortunately Dr. Splinter only say words who make us glimpse no solution to our problems, what means no expectations, no hope, no future!

At dark times hope is most important than bread.! Bread we can find some, somewhwere, sometime. Hope, we need someone else to dream together. The bigger service anyone can do is give someone hope. This gloomy man has no idea of the evil it causes. No having soul is the greatest defect of a ruler. Dr.Splinter shows have no soul all the time. He always seems to be just playing a role.

I don't know why I spend my time with this figure. He means nothing, after all he has done: He is nothing! He managed to desconstuct his image killing what little did get ellect. Dr. Splinter is a splinter of a bad vision, like a vision of a ghost who is trying to frighten us telling us there is no way out.

Badly of anyway Dr. Splinter gives us the idea that it will be worse. His rhythm, his ideas, his way of being, everything make us feel empty, because empty he is. And this is the greatest disservice that he is rendering to the country at the moment. This is Dr. Splinter in his best!