sábado, 27 de fevereiro de 2021

A raposa a tomar conta do galinheiro.


                                                             a raposa...

Um traste, uma vergonha, um negocista, um homem com baixos padrões, foi o escolhido para coordenar a  GAVI, a Aliança Global para as Vacinas, um cargo não remunerado. Logo imaginei que o Dr. Zémanel, o homem que passara do MRPP para o PSD, estava a tramar alguma, ele, trabalhar de graça?

Com os problemas que as farmacêuticas anteviam com as vacinas Covid 19, dentro da ideia de maximizar seus lucros, necessitavam de alguém com destreza para cuidar de seus interesses, e o Dr. Zémanel Durão Barroso, foi o escolhido, como ele tinha sido o escolhido de Bush-filho para a presidência da Comissão europeia em 2004, e do banco Goldman Sachs (uma década depois) para cuidar de seus interesses. É evidente que cuidar de interesses alienígenas no seio de uma corporação, é algo contraditório aos interesses desta corporação, mas foi assim que o Dr. Zémanel procedeu sua vida inteira, nada a estranhar. E com a curta validade da imunidade alcançada pela vacina, seis meses, o problema irá durar.

Com esse ser abjeto a substituir à nigeriana Okonji-Iweala, ficava claro que os interesses das farmacêuticas estaria defendido [√ivemos tempos muito perigosos!], mas como isso repercutirá em tempos de pandemia para os pequenos e pobres países que desejam acesso à vacina o quanto antes, é o busílis desta nomeação (Quem viver verá!). Por detrás disto tudo mexe-se uma teia de interesses de poderosos de todos os calibres, com a qual o Dr. Zémanel, o cherne, se familiarizou ao longo de sua carreira, sempre em ascensão, portanto saberá lidar com esses interesses contraditórios, como fez, ainda secretário de Estado, ao promover a venda de armas tanto ao Irão, como ao Iraque, durante a guerra entre os dois países, revelando sua versatilidade e capacidade em compor interesses opostos, o Comandante Alpoim Calvão que o diga:<< Honra e Dever >> .

 O mundo é feito disto; só resta portanto lembrar as palavras de Rui Barbosa ao ver como se mexe a política (no Brasil e em todo mundo): "De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto."

                                                        Não se esqueçam do revolucionário...
                                                        Era esquerda caviar, depois só caviar.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

BICENTENÁRIO DA MORTE DO ÚLTIMO DOS ROMÂNTICOS.

 

O poeta que morreu mais jovem, uma sensibilidade rara, a última relíquia do Romantismo, prócer da segunda geração, juntamente com Byron e Shelley, não teve tempo de ser plenamente reconhecido em vida, pois que morre aos 25 anos, mas deixou obra tão sólida que influenciou as gerações seguintes (Alfred Tennyson, Robert Browning, e quase todos os pré-Rafaelitas), encontrando seu lugar na História.

Antes que falar de sua vida triste, só vencida pela genialidade linguística, médica, farmacêutica e literária desse homem, que tendo encontrado o amor de sua vida em 18, morrerá em Roma em 21, tuberculoso (a doença dos poetas), prefiro falar de sua obra magistral.

Dos "Poemas" de 1917, assim como "Endymion" do ano seguinte, aquele em que encontra seu amor,  passando pela "La belle dame sans Merci" até o inacabado "Hyperion" em versos brancos influenciados por John Milton, nos quais o magistral artista revela sua intensidade e sua profusa produtividade, revérberos de uma era, signos de um tempo irrepetível. Contra todas as perspectivas insiste na poesia, e publica-se, e encontra público em vida, mesmo com má crítica, o público o percebera e acolhera muito antes dos literatos, público que será vastíssimo após a morte .

Visto aqui no quadro de Joseph Severn de 1819.

JOHN KEATS (30/10/ 1795 - 23/2/1821)  que lembro nesse poema dedicado à sua amada Fanny.

The day is gone, and all its sweets are gone 
For Fanny Brawne

The day is gone, and all its sweets are gone!
    Sweet voice, sweet lips, soft hand, and softer breast,
Warm breath, light whisper, tender semitone,
    Bright eyes, accomplished shape, and lang'rous waist!
Faded the flower and all its budded charms,
    Faded the sight of beauty from my eyes,
Faded the shape of beauty from my arms,
    Faded the voice, warmth, whiteness, paradise!
Vanished unseasonably at shut of eve,
    When the dusk holiday—or holinight—
Of fragrant-curtained love begins to weave
    The woof of darkness thick, for hid delight;
But, as I've read love's missal through today,
He'll let me sleep, seeing I fast and pray.


Que completa seu bicentenário que nos deixou, e que nos seus cantos, como na "Ode a um rouxinol", por exemplo, revela a intensidade romântica em seu mais alto grau, memória de um tempo, de uma graça, de um sentimento, de um espírito que, apesar da revolução acontecida na sociedade ao long destes dois séculos, afastando-a de uma sensibilidade romântica, ainda toca intensamente a todos que o lêem. A originalidade de seu sentir permanecerá sempre connosco, mesmo com aqueles que o só podem ler em outro idioma que não o seu tão cuidado inglês. 




sábado, 20 de fevereiro de 2021

(A beleza da dúvida 2) - O Infinito científico.

 


Não podemos conhecer absolutamente Deus nem a ciência. A desproporcionalidade da grandeza de ambos frente a nossa possibilidade de manipular os dados para sua compreensão, nos impede. (Nem com o auxílio tecnológico que aumentou exponencialmente esta capacidade.) Espacial e temporalmente somos muito limitados, e por mais que a ciência possa e se vá registrando em documentos para vencer o tempo, e vá criando modelos que busquem as razões e inter-relações que possam haver; para poder seguir caminho além do tempo e do espaço onde se tenha galgado, atingindo com este avanço, novo horizonte, indo mais fundo do que poderia ir sem a palavra escrita, porque, sem registro, desconheceríamos o que os outros tinham alcançado até ali, bem como o que se deva fazer para ir além daquele estado do saber, da pesquisa, em que se encontre a ciência num dado momento, podendo, por esta via cumulativa do que se sabe, se tornar imensa, com sucessivas descobertas, com sempre novas pesquisas, porém o universo de suas inquietações é ainda maior, e as engole, as limita, as relativiza, porque raramente chegamos sequer a perceber o todo, devido a sua extensão e desvios, derivações e imbricamentos que apresenta, quanto mais conhecê-lo, e ainda menos entendê-lo em sua totalidade. Só a palavra escrita [uma banalidade hoje que todo mundo tem caneta e papel] pode nos levar a ultrapassar a dispersão do saber, o que, por outro lado, nos lançou nesse poço sem fundo da ciência, permitindo-nos ir sempre mais além.

Esse universo com que lidamos na ciência é sem fim, por isso o designo como infinito científico, onde todas as perguntas nos levam a mais questões, a mais perguntas, sempre mais, a nunca acabar. Essa a maravilha da ciência, em que só uma dúvida persistente, sua indagação permanente, por ter o questionar por ofício, pode levar a que muita coisa fosse e seja descoberta, e outras tantas reveladas. 

Uma vez que nunca termina a busca, essa deve ter método, forma, sequência, e continuidade, numa lógica progressiva. Rios de tinta discutem estes fatores [deixemos à praxis e à epistemologia, antes de mais e entre outras abordagens, o cuidar deste assunto), e concentremo-nos aqui na sua infinitude, qualidade da ciência que nos leva a outra dimensão filosófica, quase religiosa. Em Deus essa qualidade nos levou a abandonar seu aspecto filosófico, e a criar muitíssimas outras ligações para explicarmos esta relação que confrontamos, com a descoberta da imensidão das dúvidas, onde Ele é sempre resposta, as religiões, onde há doutrina, dever e reverência; e onde nunca se põem de acordo umas com as outras, em doutrinas desiguais, incomporovadas e improváveis. Infinidades que devem ser apreciadas em sua razão, cada qual, por ser esta a própria prova, sua própria filosofia afinal. A ciência também tem doutrina, exige deveres para com ela, e impõe reverência ante a tão portentoso edifício que construiu ao longo de sua evolução.


Infinito da ciência.

                                                   -  O infinito da ciência reside na beleza renovada de sua dúvida. 


Ao longo de toda a experiência humana ficou provado que os questionamentos da ciência levam sempre, com suas respostas e comprovações, a outras perguntas e dúvidas, não se encontrando fim para eles. Tudo seria, como disse, impossível sem a palavra escrita, porque se descobririam as mesmas coisas muitas e muitas vezes, e nunca se alcançaria um estágio de acumulação de saber suficientemente largo e profundo que nos permitisse avançar além de determinado ponto, ou que nos desse uma ideia do todo daquilo que estamos estudando, essa ideia tão necessária em ciência para que ela possa avançar. Entretanto, como em toda fotografia, ficam involuntariamente registradas na imagem tantas outras coisas que não têm a ver diretamente com o quadro geral que fotografamos, mas que estão lá, presentes, e que afinal devem ser levadas em conta, posto que, como fazem parte do quadro geral, e, consequentemente, contribuem para a sua configuração, como tal devem ser apreciadas. [Pode-se pensar de forma inversa isto, colocando-se na outra ponta, e propondo-se ao contrário, com inversa perspectiva de sua valoração: Todas e cada uma devem ser apreciadas porque configuram o quadro geral, dele fazendo parte, mesmo que não seja esta a imagem principal retratada no quadro.] E em cada um desses desdobramentos teremos outros, filhos da imagem principal, numa sucessão (e aí a condição incontornável) infinita de realidades relacionadas, todas com a mesma origem lógica, mas outras, diferentes. E cada qual estabelecerá dúvida, desde a da extensão de sua influência, até a da permeabilidade de sua presença, ou não. Sempre havendo um sem número que questões que respondidas, propõem novos questionamentos, numa série interminável. Eis o infinito da ciência! 


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2021

Resiliência por resistência.



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                                                                                          Leigos com leigos, clérigos com clérigos, ou

                                                                                          Lei com lei, querer com querer, ou, simplesmente 

                                                                                          Lé com lé, cré com cré.


Usam erradamente a cada instante, fere-me o ouvido, mas eu tenho estado calado, primeiro porque existem dicionários, segundo porque quem fala e escreve em público tem por obrigação saber o exato significado do que fala ou escreve, não deveria ser eu a alertá-los, e por fim porque, como toda febre acaba por passar, este modismo, que terá menos de uma década, iria, irá passar, mas parece que não.

Cada vez é maior o número de gente [e gente com responsabilidade para o não fazer] emprega mal o termo resiliência, dando-lhe conotações e sentidos absolutamente despropositados, acepções erróneas, porque tendo entrado na moda, agora tudo é resiliente, ou o deve ser. Portanto como a febre não passa e, ademais, se agiganta, vamos recorrer à mais básica das atitudes, consultar o dicionário:

        - Resistência - Força. Defesa contar o ataque, Oposição.

        - Resiliência - Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após                                                                   sofrer deformação. Elasticidade. Capacidade de superar, de recuperar de adversidade.

Ora, são coisas muito distintas, como se vê, e que não devem ser confundidas, prefiro ser mil vezes resistente que resiliente, mas isso é uma questão pessoal, porém quem resiste não se deixa deformar,         e se deformado for, morrerá resistindo à deformação. Já o resiliente é o que tem jogo de cintura como se diz no Brasil. São duas realidades diversas as quais não se deve confundir uma com a outra, mas agora, além de as confundir, as pessoas as embaralham e empregam as ideias alternadamente sem nenhuma lógica ou discriminação inteligente, juntando tudo. Fazem-no muita vez porque politicamente é melhor, uma vez que a resiliência é muito mais digerível que a resistência. 

O que afinal levou-me a escrever sobre o assunto, é que o 'Febeapa' como diria Sérgio Porto, que agora é um 'Febeamu' Festival de besteiras que assola o mundo, ultrapassou os limites do aceitável, indo a tolice do mal emprego da palavra resiliência imiscuir-se em documentos oficiais de toda ordem. Preferivelmente resiliência é empregada porque diversamente do caso da resistência, não dá margem a que ninguém proteste questionando: 'Até quando esperam que possamos resistir?' Enquanto ficaram-se por documentos de ministérios (em vários países) menos avisados, tolerei, mas quando a União Europeia, por via de seu Parlamento, emprega o termo desbragadamente em sua documentação estrutural, como ainda agora o fez num seu regulamento intitulado Mecanismo de recuperação e resiliência, que gera Planos de mesmo nome em todos os países da União, emprego da palavra que não tem nenhuma lógica como ideia, porque um mecanismo não pode ser de resiliência, poderá empregar resiliência, tudo bem, mas o que vá promover recuperação, não promoverá uma capacidade, ou uma propriedade, promoverá, isto sim, a defesa, a contraposição a tudo que se lhe opuser, como mecanismo que é, o que demonstra claramente o mau emprego do termo, a confusão estúpida de ceder aos modismos, como se por eles contaminados.

Eu acho bom que certas palavras entrem na moda de quando em vez, é salutar, cria vagas de expressividade idiomática, sobretudo quando são termos menos usuais, mas que o façam com certeza, com emprego adequado do que significa o termo empregado, e não com uso torto e abusivo como se vem verificando com a palavra resiliência nesses nossos dias.  

   

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

QUEM MATOU IHOR? CULPA SEM CULPADOS...



O cidadão ucraniano brutalmente assassinado nas instalações do SEF  no aeroporto de Lisboa por ação de (vamos no popular) um arraial de porradas que o derriou, que ninguém confessa o ter agredido, fica claro que foi morto pela prepotência, que é a pior das manifestações dos sistemas governativos, posto que dá margem a muita desgraça.

Porque há inspeções periódicas? Porque há controle interno? Porque há câmaras de vídeo vigilância? Porque há polícia para a polícia (IGAI)? Etcetera? Porque nas franjas da natureza humana existem distorções perigosas do comportamento, que, em sua imensa maioria, são causa e efeito da prepotência. Por haver prepotência permitem-se manifestar essas distorções, e por haver essas distorções comportamentais há prepotência. É daqui pra lá e de lá pra cá! A prepotência alimenta-se da prepotência, e aí mora todo o perigo de alguns terem poder total sobre as pessoas, porque pode, pretender exercê-lo. Sem um controle apertado das pessoas (agentes) que dispõem de tal poder, cedo ou tarde fazem mal uso dele, porque todo poder corrompe, e corrompe o espírito, o que é a mais absoluta corrupção. num mundo ideal ninguém deveria ter esse poder sobre as pessoas, mas que no nosso mundo falível é infelizmente necessário, face a ação danosa de bandidos de diversos calibres e de diversas áreas de atuação. O que não impede que os agentes que combatem esses bandidos atuem eventualmente de forma abusiva, equívoca, absurda, prepotente (A acusação desses três é Homicídio qualificado com agravantes, pode haver pior?). O uso do cachimbo faz a boca torta, diz o adágio, e para combatermos a boca torta, é necessário vigiarmos o uso do cachimbo. Agora vai haver câmaras naquela salinha do SEF no aeroporto, o que nos leva a outro adágio: Casa arrombada, trancas a porta.

Mas primeiro de tudo: Porque há aquela salinha sem vigilância? A resposta leva-nos outra vez à prepotência, completando aquela relação de causa e efeito que demonstramos, irmãs siamesas de um poder discriminatório circunstancial, que na verdade tem só um corpo apesar das suas duas cabeças. Monstruosa manifestação do poder em sua prepotência (da prepotência há mais culpados que esses três).

Agora que há julgamento, com três acusados do assassinato em conjunto, e que os réus recusam confessar, nos defrontamos com a vertente mais extrema da prepotência, que é a prepotência pós-prepotência, ou seja o toque de impunidade costumeiro, apaniguado do corporativismo, matéria das dificuldades dos tribunais, margem de manobra dos jogos jurídicos de acusação e defesa, onde quase sempre sobra espaço para poderem falsear o contraditório, sobretudo quando os fatos se passaram sem testemunhas numa salinha sem video-vigilância, entre comparsas prepotentes, que, passados os fatos não tiveram arrependimento (este que a justiça entende como eficaz, sempre e quando é efetivo e evidente).

Esses três agentes do SEF de momento sob julgamento, se não esclarecerem a verdade do que se passou, sem dúvida razoável merecem condenação com a pena mais alta admissível aos crimes dos quais estão imputados, porque alguém agrediu brutalmente, espancou, feriu e deixou abandonado para morrer Ihor, o emigrante ucraniano, que por ser cataléptico, e ter tido uma crise convulsiva de catalepsia, incomodou tanto aos agentes, por este serem mal-formados emocionalmente, e o foram punir (um dos primeiros quesitos necessários a agentes que atuam em situações tão cheias de atrito, deveriaa ser baterias de testes e exames psicológicos que os considerassem aptos a lidar com situações stressantes), punição que levou à morte de Ihor, que deixa viuva e dois filhos órfãos, quando tantos outros Ihors foram submetidos a situação semelhante que, não tendo resultado em morte, os outros Ihors foram repatriados, mantendo-se calados quanto aos mal-tratos que sofreram, não tendo lá longe como reclamar. A boca torta do cachimbo da impunidade permitiu a consolidação da prepotência, que nem a morte, a condenação geral da sociedade portuguesa, o horror da brutalidade da frça que empregaram, a acusação que os sujeitou a irem a julgamento, não foram capazes de produzir algum arrependimento. 

sábado, 30 de janeiro de 2021

Portugal vacinado em 12 semanas.


 


Se reunirem as condições, e tiverem como absoluta prioridade (como de fato é) vacinar, mais que tudo vacinar, poderemos resolver esse problema  num trimestre. 


É possível! Sim, é possível vacinar nove e meio milhões de pessoas em 12 semanas, ao ritmo de 800 mil por semana, ou seja 115 mil por dia. É o que está acontecendo na Turquia, em Israel 100.000 por dia, mas uma nação com mais recursos poderá ultrapassar o milhão de vacinados por dia [a pretensão americana é de milhão e meio por semana/ 200.000/dia] esse é o ponto fulcral porque o vírus entretanto reage, sofre mutações, experimenta novas variantes, cria novas cepas, gera sub-tipos, estabelece nova estirpe..

O PROBLEMA É SÓ UM: NÃO HÁ VACINAS.

A resposta a um incumprimento é quase sempre cancelar o contrato. As farmacêuticas sabiam desde sempre que essa hipótese era impossível, por isso, sem medo, contrataram o que não podiam nem podem cumprir.

As farmacêuticas fizeram milagre, é verdade, mas a produção em massa dos bilhões de dose que o mundo necessita hoje, é um segundo milagre que está em questão agora. Mesmo havendo interesses econômicos e de vária ordem que implicam nas vacinas chegarem a seus destinatários, envolvendo milhares de milhões de euros, e têm já pagos o que gastaram na pesquisa, agora vão produzir dentro de suas margens, se é necessário mais, os Estados têm de intervir para essa finalidade.


Se o Mundo não entender que só a vacinação, e uma vacinação rápida, pode por cobro a sanha incontrolável do SARS -Cov II, em suas muitas modalidades sempre mais ativas, e se empenhar totalmente nisso, corremos o risco de ficarmos prisioneiros da ação pandêmica por vários anos. [O máximo tempo  necessário será para a Índia, ano e meio, mas o resto do  mundo deveria se empenhar de tratar disso em 2021.] NÃO HÁ TEMPO A PERDER!


EM PORTUGAL DEVEMOS PENSAR SERIAMENTE NUM ESFORÇO PARA RESOLVER ISSO EM 12 SEMANAS! 

quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

CALA A BOCA CHICÃO!

                                                                MUITO FRAQUINHO! 

O líder dos democratas cristãos é por demais despreparado.  O CDS deu um salto do mais bem preparado, e mais culto líder partidário (Eu detesto a figura, mas reconheço a cultura e o saber do Dr. Paulo Portas.) para o mais despreparado, que não tem noção do que diz, tendo passado por uma fase intermédia com a Dra. Assunção Cristas, que, com sua agressividade, arrebentou o partido. Ainda não tendo voltado a ser, como em tempos, o partido do taxi, por enquanto é o de uma furgoneta, de uma carrinha, mas que está a caminho da auto-destruição. Com o advento de novos partidos, o expectável crescimento destes, e a falta de visibilidade útil, permitam-me a expressão para designar um fator que o eleitor deseja ver na força partidária em que vota, e que o CDS perdeu, com excepção feita a deputada Cecília Meireles na AR, e ao seu deputado europeu, o resto do partido não demonstra pujança, nem força em fazer oposição própria, sem ser a caixa de ressonância do PSD, este partido que tem uma enorme visibilidade útil, não só pelo número de deputados que dispõe, como pela sua própria ritualística partidária.

Assim com a perda de sua razão de ser, porque existir exige causa, nem que seja só aparente, o CDS busca alucinadamente uma explicação para sua existência, e agora recorreu ao PSD, como a querer demonstrar que ao existir como apêndice do grande partido social democrata, num centro agora muito dominado por distintas forças, pretende, por essa via, aparecer neste cenário demasiado disputado. O Dr. Rui Rio com seu desejo de agarrar-se a qualquer oportunidade, anuiu com a pretensão do CDS, acolhendo-o, como no tempo da coligação anterior, mas não coligando-se, uma vez que não sabe o que verdadeiramente poderá acrescentar uma aproximação com os democratas cristãos, o que parece ser nada,  ou quase nada, mas fica bem ao PSD, por enquanto, ser a grande árvore que acolhe outras tendências contra o PS e sua hegemonia nessa era Costa, líder que vai fazendo sua magia de sempre virar as coisas a seu favor, sua principal qualidade política.

No entanto um partido tem que ter uma valência autônoma, uma voz própria para que valha por si mesmo enquanto partido; o mergulho de desaparecimento da Dra. Cristas mostra bem o vazio das meias vozes, ou tem-se força e pujança no meio do vozerio geral, como o Dr. Portas sempre conseguiu ter, ou desiste-se definitivamente. Foi isso que ainda não viu o Dr. Francisco Rodrigues dos Santos, sua total incapacidade em sobressair, por falta de cultura, para conseguir ocupar um lugar que exige muito, muitíssimo pela pequenez de sua representação, e que só poderá vir a crescer se demonstrar brilho e pujança, fatores que exigem além de cultura ao líder, exige também uma forma especial que o faça se destacar, (assim o Dr. Portas criou a legenda da sua mordacidade, começando nas páginas do Independente, e terminando em batizar a geringonça na sua saída da AR, revelando sempre uma presença forte, quase incontornável no cenário político português, o que deu vida a seu partido. Hoje, moribundo, o CDS vê que necessita urgentemente arrepiar caminho para que se destaque no ainda mais multi-facetado cenário da AR, e vê que para isso necessita de um líder pujante (Haverá?), porque o arremedo que lhe saiu de sua juventude, não dispõe dos instrumentos necessários a dar a visibilidade necessária para navegar nas águas tão turvas da política, com maior turbidez ocasionada pela atual multiplicidade de partidos.

A continuar a dizer as coisas inconsistentes e disparatadas que disse em suas últimas declarações sobre a pandemia, irá rapidamente acabar de enterrar o CDS, que num ressonante e reverberante grito lhe irá dizer: CALA A BOCA CHICÃO!