quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Complexo de Napoleão.

Napoleão era baixinho.
O Sr. José Paulo Fafe escreveu no seu 24 horas, às vezes são só 23 e meia, um artigo de opinião intitulado O ERRO FATAL DE MARCOS MENDES. Ora não há erro nenhum, é como é. Erro é aquilo que resulta de uma má compreensão, ou de análise deficiente, o que nesse caso não se verifica. Sendo o erro apontado "assentar sua campanha na seriedade, na questão da ética e da experiência.". Não há erro nenhum nisso, e na verdade o mínimo expectável é que todos os candidatos o fizessem.O que não ficou dito é que para o fazer é preciso não ter telhado de vidro, o que certamente o sr. José Paulo Fafe evitou mencionar, para não responder a um processo do Dr. Marcos Mendes, agora dizem Marcos Mentes... Sei lá! O facto é que essa coisa de se apresentar higiênico, é necessária higidez, ou seja sua boa saúde no sentido da limpeza, ou seja não estar conspurcado por nenhuma sujeira que se lhe possam apontar. O paladino dos comentários de domingo, que, tendo sucedido a Marcelo na tv, não o sucederá em Belém, por falta de cabedal, os sobejos recursos que tinha Marcelo candidato, que pôs-se em rumo batido na sua candidatura inexorável a dez anos no Palácio de Belém, salvo sua mordacidade, não puderam apontar nada a Marcelo. Já o caso do Sr. Mendes é bem diverso. Não se tratando de erro algum, posto que só erra quem foge a sua essência, e Marcos Mendes manteve, e mantém ua essência, essa que é forjada na puquenez de seus dias, o tampinha que sempre foi, e é, porque é baixote, poucos esuqecer-se-ão das blagues dos bonecos da Contra-Informação, onde o sr. Mendes era retratado naquela versão abstrusa de comportar-se, um sorriso falso, uma pose estudada, uma postura premeditada, e nada para destruir uma pessoa do que passar a sensação de ilusionismo. E a postulação do Sr. Marcos Mendes não aguentou uma campanha, sem erro, mas com sua natureza, napoleônica que é. O complexo de Napoleão, que atinge primordialmente às pessoas de baixa estatura que gostariam de ver sua figura em posição cimeira, ultrapassando todos os demais mais altos fisicamente que eles, tendo destarte o desejado destaque, aquele que se lhe foi roubado pela Natureza ao fazêlo pequeno fisicamente, mas que seus magníficos dotes intelectuais o lançaram muito para além dos outros, oa mais altos. O erro, que aqui neste caso é do Sr. José Paulo, foi esquecer-se que ninguém foge a sua própria natureza, sendo como é, nesse caso um pretencioso, que só sem máculas, como se verificou na candidatura de Marcelo Rebelo de Souza, poderia prosseguir num diapasão de ética, cuja conduta fosse, não digo irrepreensível, mas com falhas aceitáveis, e que não levassem ao que as apresenta a postura temerosa e apoucada para um gigante-anão que tenha a maior pretensão política que há em Portugal. "Ganda noia."

Macas ou mocas?

Devido à minha proverbial estupidez, promovo soluções óbvias aos problemas que se me aparecem. Por exemplo: acaba-se-me o pão lá em casa, eu sem exitar saio e compro pão - pondo fim ao problema - e me considero muito engenhoso por isso! Só uma mente brilhante alcançaría tão pronta solução. Deste modo quando sabe-se que o problema do INEM reside no sequestro, melhor será dizer não liberação, das ambulâncias que não podem seguir seu rumo sem as macas, este utencílio indispensável para o transporte de doentes, uma vez que os doentes sem macas teriam um transporte ao mesmo tempo difícil e perigoso, pensei, dentro dos meus limitadíssimos recursos mentais: Porque não suprir a falta de macas, e com isso libertar as ambulâncias prontamente, vale dizer libertar o INEM para continuar a fazer seu serviço indispensável e insubstituível? Desse modo, dentro de minha fraquíssima capacidade de entendimento, imaginei que se houvessem macas sobressalentes, o problema prontamente resolver-se-ia, evitando toda essa convulsão que assola o país há anos. Fiquei mesmo muito abespinhado que saísse essa ideia de minha limitadíssima cabeça, quando os cérebros privilegiados que dirigem a nação portuguesa, não concatenaram essa prodigiosa ideia, advinda de minhas parcas faculdades. Seria algo assim: No lugar de adquirir mais ambulância, equipamentos, treinar pessoal para-médico e de suporte, etcetera e tal, bastaria comprar bom número de macas e distribuí-las pelos hospitais. Desse modo quando uma ambulância chegasse a um hospital, em lugar de aguardar a devolução da maca em que entregaram o doente, apanhariam outra, e seguiam seu mui meritório trabalho de salvar vidas. Sinto-me amedrontado em propor solução tão simples, que só poderia vir de uma mente tão simplória quanto a minha, e deste modo estar metendo a pata na poça, revelando todas as minhas limitações de raciocínio, mostrando quão medíocre eu sou. Vencendo este medo por amor à causa, e na expectativa de salvar vidas, lanço aqui minha sugestão: PONHAM MACAS SOBRESSALENTES EM CADA HOSPITAL. COM POSSIBILIDADE DE ACESSO SÓ POR PARTE DOS PARAMÉDICOS DAS AMBULÂNCIAS. Dito isso peço a Deus que me perdoe na minha ousadia simplória, e que ilumine as mentes brilhantes que nos governam para encontrarem a solução mais adequada a tão complexo problema. Que Deus nos ajude.