segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

VENEZUELA NA BALANÇA.




A Venezuela vai ficando cada dia mais sem opções. Enquanto as posições não se extremam para além de um certo ponto, é possível negociar. Não irá surgir outra opção que não seja eleições gerais. O tempo do Sr. Maduro acabou, só ele não se deu conta disso. E os deputados eleitos sob a ditadura precisam ser re-legitimados, e a dita Assembleia Nacional Constituinte, extinta. As opções a que me refiro são as que visem evitar o confronto, e que estas soluções sejam alcançadas num entendimento que permita a cúpula do poder deixar o país com seus milhões roubados, para evitar o banho de sangue. Preço que o povo venezuelano pagará a  esses miseráveis porque desarmado só poderá oferecer sua vida, milhares delas, sabe-se lá quantos poderão vir a morrer, para enfrentar a situação e fazer cair o governo, o que pode ser um preço muito alto a pagar.

Na verdade a higienização dos diversos níveis de poder só poderá se dar com o sangue dos venezuelanos a correr a jorro pelas ruas do país, porque todos os estamentos da governação estão conspurcados por interesses tão escusos e inconfessáveis, indo desde a pequena contravenção, desvios de verbas, privilégios comerciais, contratos viciados, sem concursos públicos, até o tráfico de drogas, de armas e o negócio paralelo do petróleo, a corrupção e o comprometimento de todos, e friso bem essa palavra todos que têm acento em algum cargo administrativo, atuam com interesse pessoal, em detrimento dos do povo da Venezuela. Foi exatamente essa corrupção instalada, esse cancer a corroer nas entranhas do progresso e riqueza do país, que levou ao estado de miséria em que se encontra a Venezuela, que é riquíssima, mas que com a diminuição do preço do petróleo, seu único negócio lícito a nível estatal, e que financiava tudo, permitindo que os parasitas medrassem à sombra desta sua riqueza, que, uma vez diminuída, expôs a podridão que lavrava em todos os departamentos do poder, sugando a seiva vital da árvore do país para que esses parasitas vivessem uma vida de sonho. Não importando se as pratileiras dos super-mercados estão vazias, eles fazem compras em Miami, o que estabeleceu uma falsa elite que passou a existir a conta da miséria que gerava com o desvio da enorme riqueza do país para o bolso desses poucos. Só a eliminação de toda essa gente poderá de fato acabar com o que há em Venezuela, e que faz a pobreza do povo, mas isso custaria muito sangue, porque a maior parte desses que detêm o poder são militares, armados até os dentes, com o comando das forças estabelecidas, e um confronto, até que muitos mudassem de lado e os soldados deixassem de cumprir as ordens de seus comandantes, custaria milhares de vidas.

Venezuela está na balança porque ou acontecerá este terrível banho de sangue (*), ou deixará que esses ladrões do povo se mantenham, uns quantos muitos, e que outros, com Maduro a cabeça, possam fugir com as riquezas que acumularam, não há uma terceira saída.


(*) Os confrontos começaram.








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