sexta-feira, 17 de julho de 2015

Europa: uma não solução.








A Europa avacalhada. Decide um organismo que não existe. As instituições, com as quais a União queria simbolizar a ordem e a perfeição, não são nadas, são fantoches que decidem depois de estar tudo decidido. Uma pantomima! Na Alemanha quem fala grosso é o ministro das finanças, no resto da Europa ninguém. De chicana em chicana vão matando um sonho de paz e harmonia. Querem uma terceira mundial? Com figurantes não se faz um filme, não se conta uma história: Quando é que virão os atores? Gente com alma. Emergirão das próximas eleições? Ou quando chegarem será já muito tarde, demasiado tarde para que essa ideia de união prevaleça. Muita gente, principalmente os que deveriam ter, não tem noção de que tudo esteve por um fio no episódio grego. Agora gregos, nos veremos todos nós imersos nessa hipocrisia deformante. Até quando e onde irá isso? O acesso de loucura grego que custou-lhes a humilhação, o menoscabo, medidas improváveis, odiosas e improfícuas, e um vazio pela frente, fazendo-os ver claramente quem manda, e que sua má criação era inútil, fez por revelar qua a união das maravilhas, mais que a ficção construida por Lewis Carroll, pode ser um ambiente de fantasias, desproporções, imposições e maldades. «Cortem-lhes as cabeças! Cortem-lhes as cabeças! E afinal não havia a Rainha de Copas. . .

O problema disso tudo é que se vai desconstruindo uma estrutura que poderia dar certo, um projeto em que acreditei e me fez mudar de hemisfério, tornando-me comunitário, tendo feito conscientemente uma escolha na qual muitos de seus membros, a esmagadora maioria, entrou sem refletir, e sem que houvesse consciência ou escolha mesmo, e toda a conjuntura onde apesar de tudo vê-se revelada uma vontade dos povos, porque a experiência ia dando certo, que uma vez superados os retrocessos anteriores, o malbaratamento das convenções e a postergação do convencionado, ia caminhando, ou isso de agora é uma febre passageira, que com a troca dos agentes cessa, ou se se repete a dose de gente tão despreparada para a posição de estadista de visão de futuro, quanto preparada para as minúcias, mesquinhezas, e misérias de visão do ontem e do hoje, perdendo o rumo e o trajeto da meta, objetivo final, para conquistar o patamar passageiro de etapas que se esboroam no momentâneo, fumaça que se dissipa logo.

Estamos todos em risco, em condições diversas, e níveis diferentes, e com consequências várias, tão somente pelo despreparo desses descuidados sem visão que nos governam, bando de inconsequentes que desconhecem as reações misteres, portanto as que deveriam ter, como respostas aos diversos que a crise conjurou, acarretando imprevistos desiguais, que clamaram por soluções novas e que sufocados aparentam terem sido superados, mas que estão reprimidos protos a eclodir e rebentar a qualquer momento. Eu não consigo entender a opção por uma realidade instável quando seria mais normal ir-se construindo uma nova realidade que levasse a estabilidade. Pior cego é aquele que não quer ver, mas se pode dizer também que é igualmente desgraçado o cego que mesmo vendo não enxerga

Desassimiladas como questiúnculas as gigantescas dificuldades permanecem, como um elefante por detrás de grande biombo, ao primeiro barrido sabemos de sua gigantesca presença, ao primeiro movimento de tromba vemos tombar o biombo, e ao seguinte movimento iremos perceber toda a carga de seu peso, esmagando o que se lhe atravessar o caminho.  

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